Lista
dos corruptos
e
dos maus homens públicos
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Site atualizado em
15 / 01 / 2003
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www.geocities.com/Paris/Opera/4700/
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A
lista está em ordem cronológica. Para procurar por um nome
específico, clique em Procurar
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EM FAMÍLIA ATÉ
2025:
MARCELLO ALENCAR / RJ Enquanto
governador do Rio, arranjou com a Assembléia Legislativa
do Rio de Janeiro, um emprego vitalício no Tribunal de Contas do Estado (cujas
atribuições incluíam investigar os gastos da administração
do próprio governador Alencar) para o seu filho,
Marco Antônio Alencar. Só em salários, ao longo de três décadas, o cargo
estava cotado em 3,2 milhões de reais, fora o carro com
motorista, auxiliares de gabinete e outras
prerrogativas da função. Investigava-se no tribunal, a suspeita de que o
governo de Alencar, inflava as despesas com educação.
Entre outras irregularidades, havia um dossiê revelando
que 25% da água encanada no Rio se perdia nos vazamentos da Cedae.
Fonte: Revista Veja
- 29/10/96
PAGAVA O JARDINEIRO
COM DINHEIRO PÚBLICO:
WIGBERTO TARTUCE - PPB / DF
Deputado de Brasília, foi descoberto pagando um jardineiro
para sua mansão com o dinheiro da Câmara.
Fonte: Revista Veja
- 08/01/97
FUNCIONÁRIOS
FANTASMAS:
CÂNDIDO VACCAREZZA - PT / SP Na
época era secretário-geral e terceiro homem na
hierarquia do partido, onde recebia seu salário. Só que ele também era
funcionário fantasma da Câmara Municipal de São
Paulo, onde só aparecia por lá uma vez por mês para
assinar o ponto. Médico concursado da
prefeitura de São Paulo desde 1984, onde era
pago pelos munícipes, sempre dava um jeitinho de ficar lotado em gabinetes de
vereadores amigos.
PAULO VANUCCHI - PT / SP
Servidor da Câmara Municipal de São Paulo, recebia seus proventos
dos cofres públicos, mas só dava expediente no escritório político do
partido.
MUNA ZEYN - PT / SP Funcionária
da prefeitura de São Paulo, onde recebia salário pago pelos
munícipes, mas atuava como assessora direta em um
escritório do partido.
Fonte: Revista Veja
- 08/01/97
A "GRANDE FAMÍLIA":
NIVALDO JATOBÁ - PMDB / AL Prefeito
de São Miguel dos Campos, Alagoas, empregou a família
na prefeitura. Das seis secretarias existentes, duas estão com suas filhas e
outras duas com irmãs. As duas restantes foram
assumidas por funcionários de uma empresa sua. O
presidente da Câmara dos vereadores é seu irmão e todos os cargos
comissionados foram ocupados por familiares ou
empregados da sua família.
Fonte: Revista Veja
- 08/01/97
JUÍZ DA PARAÍBA,
REI DO NEPOTISMO:
SEVERINO MARCONDES MEIRA Em 10
anos como juíz do Tribunal Regional do Trabalho da
Paraíba, ele já conseguiu colocar 63 parentes na folha de pagamento do TRT,
numa variada equipe de filhos, mulher, sobrinhos, primos e noras. Todo mês, a
parentada leva para casa cerca de R$ 250.000,
equivalentes a 10% da folha de pagamento do
TRT. "Criterioso", selecionava os salários segundo o grau de
parentesco.
Fonte: Revista Veja
- 08/01/97
JOAQUIM "RUÍNS":
JOAQUIM RORIZ A
CPI do Orçamento realizada entre 93 e 94 concluiu pela suspeita de
que o então governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, cometeu
irregularidades na gestão
nos recursos públicos. O relatório final afirma que Roriz tinha movimentações
financeiras incompatíveis com seus
rendimentos, omitia parte de seus bens da Receita Federal
e que muitas denúncias não foram investigadas por falta de tempo. Uma das
pessoas não ouvidas foi o
ex-capataz de Roriz, dono de uma conta milionária do Banco do
Progresso. Na época, o capataz disse em depoimento à Polícia Federal, que a
conta era usada para fazer
pagamentos de boiadas adquiridas por Roriz e que ele próprio assinava
os cheques. O ex-capataz procurou depois a imprensa para contar uma história
bem diferente. "Joaquim Roriz
me pediu para mentir", afirmou. Segundo o relato, Roriz ordenou
que se escondesse numa fazenda, para não ter de depor e que em pouco tempo
tudo se resolveria. Três anos
depois da CPI, o capataz diz que está desempregado, com o
nome sujo onde mora, e completamente endividado. Munido de um calhamaço de
documentos, o ex-capataz relata que
não era ele quem assinava os cheques e que o dinheiro
da conta pertencia a Roriz. Um dos papéis é a cópia de um cheque em nome do
capataz, e um comprovante de
depósito no mesmo valor do cheque, inclusive os centavos, feito
em nome de Joaquim Roriz. O ex-capataz afirma que a assinatura que endossou o
cheque é falsa. Duas assinaturas
feitas em um pedaço de papel, a pedido de ISTOÉ, são totalmente
diferentes da que o ex-capataz apresenta como sendo a do endosso do cheque.
Fonte: Site da
Revista Istoé - www.istoe.com.br - 15/01/97
* Obs: Também contratou familiares
(20 ! entre irmãos, primos e sobrinhos dele e da mulher), pagos com o dinheiro
público.
Fonte: Revista Veja
- 16/02/2000
PREFEITOS PAULISTAS
CASSADOS POR IRREGULARIDADES:
VALTERCIDES MONTEIRO - PMDB / SP Na
cidade de Guaraci/SP, o então prefeito Valtercides
foi julgado, por desvio de verba, emissão de notas frias e por não pagar os
salários dos vereadores e funcionários da Prefeitura.
UÉDINA APARECIDA DA SILVA COLOSIO - PDT /
SP A ex-prefeita de Nhandeara/SP, ficou
conhecida nacionalmente por mandar pintar de rosa prédios públicos e ônibus
da cidade, numa "singela homenagem às
mulheres". Um ano e meio depois, teve seu mandato cassado.Durante
o processo, outras irregularidades foram levantadas: o não repasse do orçamento
da Câmara, a contratação de funcionários sem concurso e o desconhecimento
de ofícios enviados pelos vereadores.
LUIZ ALEXANDRE DE GALVÃO - PFL / SP Vereador
na cidade de Nhandeara/SP, foi procurado
pela prefeita Uédina (acima) que precisava de um aliado para fazer a maioria
na Câmara e
aprovar projetos de seu interesse. Uédina ofereceu a Galvão, ex-motorista
da Prefeitura, um
jipe ano 66 e um adicional de R$ 500 a seu salário de R$ 720. A
gratificação se estendeu por 6 meses, totalizando R$ 3 mil. "Os dois
acabaram brigando, e ele
nos procurou para contar tudo e mostrar as provas”, contou um vereador.
JOSÉ CARLOS GARZIN - PFL /SP Em
Balbinos/SP, onde o prefeito Garzin foi deposto, os
telefones da Câmara e da Prefeitura foram cortados por falta
de pagamento.
LUÍZ CARLOS DOS REIS - PDT / SP Em
Francisco Morato/SP, o prefeito Luís Carlos foi
cassado por não repassar cestas básicas aos funcionários e
não ter depositado o dinheiro
descontado do salário dos servidores.
ANTÔNIO IZZO - PPB / SP Em Bauru/SP,
o então prefeito Izzo foi acusado de desviar R$
100 mil dos R$ 176 mil pagos por um terreno desapropriado.
JOSÉ AMOROSO / SP Em
1991, foi eleito prefeito de Cravinhos/SP prometendo construir casas
populares, e teve o mandato cassado pela Câmara sob a acusação de desviar
verbas. Em 1996, disputou as eleições, tendo como
vice em sua chapa, a filha Eliane Pavan
Amoroso e prometendo novamente a construção de casas para a população
carente. O ex-prefeito venceu a eleição, tomou
posse, mas, menos de um ano depois, era de
novo cassado, sob a mesma acusação: desvio de verbas. Além disso, pesou o
fato de o salário do funcionalismo estar atrasado
há 4 meses. A votação para cassar o mandato
foi unânime: 15 votos a 0.
ELIANE PAVAN AMOROSO / SP Filha de José
Amoroso (acima) e sua vice na chapa, tomou
posse. Acabou ficando no cargo menos tempo que o pai, já que foi cassada no
mesmo ano. As acusações: não repassar o orçamento
mensal da Câmara, nomear e pagar salários
para um diretor de uma Casa de Cultura que não existia, manter como secretários
municipais 3 parentes afastados por decisão da Justiça, e não abrir uma
sindicância para apurar os casos herdados do pai
e, segundo os vereadores, também
por usar material da empresa de construção
da prefeitura para finalizar sua casa.
Fonte: Site do
Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 14/09/98
VENDEU CASTELOS DE
AREIA:
SÉRGIO NAYA Ex-deputado
mineiro, acusado pelo desabamento do edifício Palace II, de
sua construtora, que
causou a morte de oito pessoas no Rio em fevereiro de 1998 (descobriu-se
depois, que tinham usado areia
de má qualidade, e mais barata, no prédio). Sumiu do país, e foi localizado
mais tarde em Miami, livre,
leve e solto, fiscalizando obras de
um hotel 5 estrelas. Das 130 famílias desabrigadas, ou parentes
das vítimas, apenas uma
tinha sido indenizada. (Descobriu-se depois que Naya havia sonegado da Receita
Federal, aproximadamente R$ 8.300.000.
Esse dinheiro, conseguido com a venda dos apartamentos
do Edifício Palace, foi desviado para as contas que Sérgio Naya tinha no
Uruguai. - Jornal da Globo - Rede Globo -
19/05/2000).
Fonte: Revista Veja
- 23/12/98 (além de outros jornais e noticiários)
CONTRATAÇÃO
VERGONHOSA DE PARENTES:
ZECA DO PT - PT / MS O
Movimento Ação pela Moralidade e Eficiência do Poder Público
do Mato Grosso do Sul se reuniu dia 02/02/99 na Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB-MS) para discutir um projeto de lei de combate ao nepotismo no estado.
Pediram apoio do governador Zeca do PT, que nomeou 8 (oito)
parentes para cargos de primeiro e segundo escalão do
governo.
Fonte: Site do
Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 03/02/99
VEREADORES
QUE NÃO QUISERAM INVESTIGAR A CORRUPÇÃO DOS
FISCAIS NAS REGIONAIS DE SÃO PAULO:
ALAN LOPES - PPB SP
ANTÔNIO GOULART - PMDB / SP
ARCHIBALDO ZANCRA - PPB / SP
AURELINO DE ANDRADE - PPB / SP
BRASIL VITA - PPB / SP
CELSO CARDOSO - PPB / SP
COSME LOPES - PPB / SP
DITO SALIM - PPB / SP
EDIVALDO ESTIMA - PPB / SP
HANNA GARIB - PPB / SP Era o
"dono" da regional da Sé. Acusado de chefiar o esquema
de recolhimento de propinas entre os camelôs do
centro de São Paulo. Também
foi acusado de
ter mandado matar adversários. Teve os direitos políticos cassados
até 2011, mas voltou à prefeitura como
funcionário.
IVO MORGANTI - PFL / SP Considerado
um dos vereadores que mais faltam na Câmara, Morganti,
foi nomeado mais tarde, presidente de uma comissão para decidir sobre o afastamento
do prefeito Pitta, e fez de tudo para impedir (veja mais em Pittagate).
JOOJI HATO - PMDB / SP
JORGE TABA - PDT / SP
JOSÉ IZAR - PFL / SP Senhor
da regional da Lapa, foi rápido nas manobras políticas dentro da
Câmara e, a despeito de todas as denúncias, escapou da cassação. Na polícia,
foi indiciado depois, por formação de
quadrilha, peculato, concussão e prevaricação.
JOSÉ OLÍMPIO - PPB / SP
JOSÉ SILVA AMORIM - PTB / SP
JOSÉ VIVIANI FERRAZ - PL / SP
LUIZ PASCHOAL - PTB / SP
MAELI VERGNIANO - PPB / SP
(Admitiu que usava carro de uma empresa de coleta de lixo
para levar filhos à escola. Perdeu o cargo de vereadora e responde a processo
por peculato e formação de quadrilha)
MARIA HELENA FONTES - PL / SP
(Foi inocentada pelos próprios vereadores em processo
no qual era pedida a cassação de seu mandato por quebra do decoro parlamentar.Respondia
a duas acusações, por guardar em casa um cheque em branco
de um de seus funcionários e por reter o salário de seus assessores)
MÁRIO DIAS - PPB / SP
MILTON LEITE - PMDB / SP
MYRYAM ATHIE - PPB / SP
NATALÍCIO BEZERRA - PTB SP
OSVALDO ENÉAS - PRONA / SP
(Tem o sobrenome e se parece muito com o outro Enéas (Carneiro),
do mesmo partido, e está sempre nas manchetes,
envolvido em maracutaias)
PAULO FRANGE - PPB / SP
PAULO ROBERTO FARIA LIMA - PPB /
SP (Responsável pela regional de Pinheiros, uma
das mais ricas da cidade, saiu ileso, apesar das inúmeras denúncias contra
ele. Os promotores estimam que o esquema de
propinas da regional movimentava cerca de 1
milhão de reais por mês)
TONINHO PAIVA - PFL / SP
VICENTE VISCOME - PPB / SP
(Dono de um patrimônio avaliado em mais de 15 milhões de reais,
viu sua carreira afundar rapidamente. O Ministério Público conseguiu provar
sua participação no esquema de propinas da
regional da Penha. Ficou foragido por um tempo, depois
se apresentou à polícia, perdeu o mandato e foi parar na cadeia).
WADIH MUTRAN - PPB / SP
Fonte: O
Estado de S. Paulo - 25/02/99 (além de outros jornais e noticiários)
VEREADOR "MUITO BONZINHO":
DITO SALIN - PPB / SP Vereador
que "cobrava" 80% do salário de seus assessores.
Fonte: Jornal
Nacional - Rede Globo - 10/03/99
DEFENSOR DA
TORTURA:
JAIR BOLSONARO - PPB / RJ Defendeu,
em um programa de TV, o
fechamento do Congresso. No
caso de
um ex-padre que sofreu torturas na época da ditadura, e que denunciou
um de seus torturadores
(que por descuído do Presidente da
República, quase nomeou-o
para diretor da Polícia Federal), Bolsonaro
disse que o problema, foi
que os torturadores haviam deixado o ex-padre vivo.
Fonte:
Jornal da Record - Rede Record - 25/05/1999
JUÍZ
"LALAU" :
NICOLAU DOS SANTOS NETTO
A CPI do Judiciário acabou revelando evidências
fortes contra o juiz, e
ex-presidente do TRT paulista, suspeito de ter desviado recursos destinados
à construção do Fórum Trabalhista, que abrigaria as repartições da Justiça
do Trabalho espalhadas pela idade de São Paulo.
Além de Nicolau (apelidado de juíz "Lalau"),
outros representantes do Judiciário têm sido investigados.
Fonte: Site da OAB
- www.oab.org.br - 09/05/99
"CURRICULUM"
EXTENSO:
PAULO SALIM MALUF -
PPB A CPI dos Fiscais convidou o presidente nacional do PPB e
ex-prefeito de São Paulo, para prestar
depoimento à comissão sobre irregularidades ocorridas
na contratação de funcionários por
empresas controladas pela Prefeitura entre
93 e 96. Celso Pitta também foi chamado.
Comentava-se de supostos super-faturamentos em
obras (veja mais em Desvio de mais de R$ 130 milhões). A
comissão queria obter também, explicações de
Maluf e Pitta sobre as contratações irregulares de funcionários pela Anhembi
Turismo, Prodam e Iprem. Vereadores
governistas, que pediram para não serem
identificados,
disseram que foram procurados por Maluf,
para evitarem que ele fosse convocado pela CPI.
Fonte: Site do
Estado de S. Paulo - www.estado.com.br/ - 21/05/99
MARAJÁS E
NEPOTISTAS:
FERNANDO GOMES - PTB / BA Prefeito
de Itabuna, no interior da Bahia. Em 1991, quando exercia o primeiro mandato,
apareceu no noticiário como o maior marajá municipal do país, ganhando, então,
o equivalente a 13.500 reais por mês. Seu sucessor baixou o próprio salário
de prefeito para 6.000 reais, mas Fernando Gomes voltou a eleger-se em 1996 e,
mudou seu salário novamente para 13.500 reais.
MARCELO ( CECE ) VASCONCELOS DE
OLIVEIRA Prefeito de Sete Lagoas (MG), e
atualmente, o maior marajá municipal. Ele recebe 30.000 reais por mês (quase 4
vezes o salário do presidente da república) para comandar uma cidade de 167
mil habitantes. "No fundo, só ganho 22.500 reais, uma vez que o Leão leva
7.500", diz. Só falta agora o prefeito pedir isenção fiscal.
RAIMUNDO CARDOSO - PFL / BA Prefeito
de Floresta Azul (BA), enpregou todas as secretarias e cargos de confiança com
parentes, num total de 21 vagas de primeira linha. A esposa é secretária de
Desenvolvimento Social, e seus filhos ocupam a Pasta de Saúde e de Finanças,
responsável pela gestão do dinheiro da cidade. Os irmãos do prefeito
respondem pelas secretarias de Agricultura e da Administração, e o genro está
na Pasta de Desenvolvimento Urbano. Um primo foi escalado para cuidar dos
recursos humanos, e um cunhado, nomeado chefe da Guarda Municipal. Os outros
treze cargos de confiança foram preenchidos por primos, noras e sobrinhos do
prefeito. Um em cada grupo de quinze servidores é parente do prefeito. Antes de
virar chefe das Finanças municipais, o filho do prefeito, Fábio era
empacotador de supermercado. O prefeito se defende dizendo que: "Todos
foram contratados por critérios de competência". Em 1998, uma empreiteira
ganhou dinheiro da prefeitura para fazer uma obra que jamais saiu do papel. A
autorização de pagamento foi assinada pelo prefeito. Seu filho Fábio liberou
o dinheiro com autorização do primo assessor de gabinete.
Fonte: Site da
Revista Veja - www.veja.com.br - 26/05/99
* Obs.:Marcelo
(Cece) Vasconcelos: Estava envolvido em licitações irregulares, mas salvo de
investigações e CPI's por falhas processuais
e firulas jurídicas.
Fonte: Jornal Boca
do Povo - 22/08/99
OUTRO JUÍZ
DENUNCIADO:
CASSIANO NETO Denunciado
pelo Ministério Público, por contribuir para um "fundo" de
propinas, para pagamento de policiais e autoridades.
Fonte: Site do
Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 03/06/99
DEPUTADO ASSASSINO:
HILDEBRANDO PASCHOAL - PFL
Deputado acusado por testemunhas de mandar matar
adversários políticos (alguns ele teria
pessoalmente mutilado braços e pernas com uma
moto-serra). Salvo de investigações
na época por sua "im(p)unidade parlamentar".
Fonte: Fantástico
- Rede Globo - 06/06/99 (além de outros jornais e noticiários)
DEPUTADO ESTELIONATÁRIO:
ONAIREVES ROLIM DE MOURA / PR
Ex-deputado federal, foi cassado sob a acusação de
ter pago US$ 50 mil para alguns
parlamentares para mudarem de partido. Além de ser acusado
de estelionato por causa de bingos, em 1997,
quase foi afastado da Federação Paranaense
de Futebol, onde presidia, por não pagar os
impostos deste 1991. Chegou a alterar o
estatuto da F.P.F. para continuar no poder. Para
quem não se lembra, no dia da votação do
impeachment de Collor, Onaireves discursou: "...Pela
moralidade, pela família e
pelo esporte", para dar o voto a favor da cassação do
ex-presidente. Mas alguns dias antes,
foi ele o anfitrião de um suntuoso jantar oferecido a Collor,
quando já rolava o processo de impeachment
do ex-presidente.
Fonte: O Estado de
S. Paulo - 08/07/99 (além de outros jornais e noticiários)
"ESQUENTAVA"
DOCUMENTOS PARA OS ANÕES DO ORÇAMENTO:
WILMA MAGALHÃES SOARES Empresária
que utilizava sua agência de turismo para
legalizar operações ilegais do esquema do "Anão" deputado João
Alves.
(veja mais em Esquema dos Anões
do Orçamento).
Fonte: O Estado de
S. Paulo - 07/07/99
DEPUTADO ASSASSINO:
TALVANE ALBUQUERQUE - PFL / AL
Ex-deputado federal acusado de ser o mandante do
assassinato da deputada
Ceci Cunha e de três familiares dela. Segundo o apurado, os executores
do crime eram assessores do ex-deputado.
Como ele era suplente da deputada, com a
morte dela, assumiu sua vaga, e ficou
com a famosa "im(p)unidade parlamentar".
Fonte: Site do
Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 09/07/99
CORRUPÇÃO EM
GUARULHOS:
NÉFI TALES - PDT / SP O
então prefeito de Guarulhos/SP, foi acusado de ser um dos mandantes
da tentativa de
extorsão contra empresários.
Fonte: O Estado de
S. Paulo - 09/07/99
SENADOR
"ESCORREGADIO":
LUIS ESTEVÃO DE OLIVEIRA NETO -
PMDB / DF Senador envolvido no escândalo do
desvio de verbas para a
construção de um Fórum em São Paulo, por
meio do Grupo OK
(de sua propriedade). Estratégias políticas
e jurídicas, tentaram impedir investigações
mais aprofundadas. (*Foi cassado, preso e solto 24
horas depois, em 06/2000).
Fonte: Site do
Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 16/09/99 (além de outros jornais e
noticiários)
JUÍZES
DENUNCIADOS:
JOSÉ GERALDO PALMEIRAS Denunciado
pelo juiz Leopoldino Marques do Amaral, que
foi assassinado na Bolívia (o corpo foi achado
carbonizado) de estar ligado ao narcotráfico
boliviano.
ODILES DE FREITAS Outro
que foi denunciado pelo juiz Leopoldino de também estar ligado
com o narcotráfico boliviano.
Fonte: Site do
Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 20/09/99
SUPLENTE
ESTELIONATÁRIO:
JOSÉ ALEKSANDRO DA SILVA Vereador
(suplente do deputado cassado Hildebrando Pascoal)
acusado por testemunhas que já prestaram
testemunho a uma CPI, de prática de estelionato
e atos de improbidade administrativa como desvio de dinheiro público (veja mais
em Deputados que enterraram a CPI...).
Fonte: Site do
Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 20/09/99
DEFENDEU A
IM(P)UNIDADE PARLAMENTAR:
IÉDIO ROSA - PMDB / RJ Defendeu
o deputado Hildebrando Paschoal, quando este estava
para ter seu mandato cassado (acusado de
assassinato, comandar o narcotráfico no
Acre, e de assinar bilhetes dando
salvo-conduto para bandidos), dizendo que "isso aconteceu
antes dele ser deputado federal"
.
Fonte: Site do
Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 23/09/99
PREFEITO QUE
SACRIFICOU BODE PARA LIVRAR-SE DE CASSAÇÃO:
CLAILTON MASCARENHAS Prefeito
de Feira de Santana, Bahia, acusado de desvio do
dinheiro público, ainda usou o dinheiro do município
para comprar um bode que teria sido sacrificado
num ritual de macumba para livrá-lo do processo de cassação.
Fonte: Fantástico
- Rede Globo - 26/09/99 (além de outros jornais e noticiários)
"LOBO TOMANDO
CONTA DAS OVELHAS":
JOSÉ VIRIATO CORREIA LIMA
Coronel da PM do Piaúi, e um dos principais chefões do
crime organizado no estado (há gravações dele planejando assassinatos).
Fonte: Fantástico
- Rede Globo - 10/10/99 (além de outros jornais e noticiários)
FOI APANHADO,
SUBORNANDO PARA SE REELEGER:
ERNANI COELHO Ex-deputado
do Rio, foi denunciado por oferecer dinheiro para poder se
reeleger (existem fitas gravadas provando
isso).
Fonte: Fantástico
- Rede Globo - 24/10/99
DEPUTADO
"PODEROSO CHEFÃO":
JOSÉ GERARDO ABREU Deputado
estadual pelo Maranhão, mandava matar desafetos e
usava sua fazenda para contrabando de caminhões
roubados. Acusado de ser um dos chefões
do crime no estado.
Fonte: Jornal
Nacional - Rede Globo - 28/10/99
ACUSADOS PELA
CPI DO JUDICIÁRIO, PELO "SUMIÇO" DE TODA A
HERANÇA
QUE UM PAI
DEIXOU PARA O FILHO (QUE
FICOU APENAS
COM AS DÍVIDAS!):
ASDRUBAL ZOLA VASQUEZ CRUXÊN
Desembargador acusado de ser o responsável pela
venda lesiva, com o sumiço de um patrimônio
avaliado em US$ 30 milhões, e que resultou
na dilapidação de toda a herança do menor
Luiz Gustavo Nominato em Brasília.
ZENAIDE SOUTO MARTINS Representante
do Ministério Público, por improbidade administrativa.
ALEXANDRE MENDONÇA DOS SANTOS Funcionário
da Vara de Órfãos e Sucessões, atualmente
assessor de Cruxên, por corrupção passiva.
MARIA DAS GRAÇAS MARTINS LEÃO
Advogada, por formação de quadrilha, peculato, estelionato,
falsidade ideológica, apropriação indébita, patrocínio infiel e corrupção
ativa.
JOSÉ ROBERTO LUGON
Administrador, acusado de formação de quadrilha, peculato, estelionato,
falsidade ideológica, apropriação indébita.
ROBERTO JORGE DINO Administrador,
por formação de quadrilha, peculato, estelionato, falsidade
ideológica e apropriação indébita.
FLÁVIO RUBENS TALAMONTE Administrador,
acusado por formação de quadrilha, peculato,
estelionato, falsidade ideológica e apropriação indébita.
UBIRAJARA BARROS TEIXEIRA Administrador,
por formação de quadrilha, peculato, estelionato,
falsidade ideológica e apropriação indébita.
WELINGTON KUHLMANN PEREIRA
Inventariante, por formação de quadrilha, peculato, estelionato,
falsidade ideológica e apropriação indébita.
JOSÉ PUGAN Advogado,
por formação de quadrilha, peculato, estelionato, falsidade ideológica,
apropriação indébita e patrocínio infiel.
ANTONIO CARLOS REIS DE CARVALHO
Advogado, por formação de quadrilha, peculato,
estelionato, falsidade ideológica, apropriação
indébita e patrocínio infiel.
ANTONIO LUIZ DA SILVA NEIRA
Escrivão e proprietário do Cartório da Vara de Órfãos e
Sucessões de Brasília,
por extravio de documento.
ROGER ALBERT GEORGES BLASER Contador,
por falsidade ideológica e estelionato.
HILDA MARTINS DE QUEIROZ Contadora,
por falsidade ideológica, estelionato, etcl.
NELMO LINCOLN CORREA DA SILVA Contador,
por falsidade ideológica e estelionato.
ANTONIO MARTINS DA SILVA Contador,
por falsidade ideológica, estelionato, etc.
ALTAIR CARDOSO DUTRA Contador,
por falsidade ideológica, estelionato, etc.
Fonte: Site do
Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 12/11/99
OUTRO COM
IM(P)UNIDADE PARLAMENTAR:
RONALDO CUNHA LIMA - PMDB / PB Senador
que tentou assassinar inimigo pessoal num
restaurante de
João Pessoa / PB, e não foi processado porque seus "parceiros" no
Estado não
autorizaram. Outro exemplo da nossa famosa
"im(p)unidade parlamentar".
Fonte: Site do
Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 24/11/99
O IRMÃO DE PC
FARIAS:
AUGUSTO FARIAS O
comportamento do deputado durante as investigações da morte do
irmão PC Farias e da namorada Suzana Marcolino, mais os depoimentos de três
testemunhas foram fundamentais para
seu indiciamento. Augusto defendeu a tese do crime passional,
menosprezando qualquer investigação que pudesse apontar outro caminho e
contratou advogados para acompanhar
os depoimentos de todos os que estavam na casa na
noite do crime. “Não é comum que uma pessoa proteja aqueles que são
suspeitos de matar
seu próprio irmão”, diz o delegado que cuida da investigação. Uma
confidente de PC, as duas
irmãs de Elma Farias (mulher do empresário), disseram que, meses antes do
crime, Augusto havia se
aliado a antigos testas-de-ferro de PC e brigava com o irmão pelo controle
do dinheiro do ex-tesoureiro de
Fernando Collor, perdido durante sua fuga e prisão. Nesse período
de investigação, o deputado procurou desqualificar todos os que se
contrapunham à farsa do
crime passional, usou sua influência junto ao presidente do Tribunal de Justiça
de Alagoas para tirar da
cadeia os quatro seguranças presos preventivamente e teria até tentado
corromper o delegado. Augusto é um dos principais alvos da CPI do Narcotráfico.
Segundo as investigações da polícia
alagoana, em nome do “dinheiro e do poder”, Augusto teria
se aliado a antigos testas-de-ferro de PC e tramado a morte do irmão. Entre os
investigados pela CPI estão alguns
dos mesmos testas-de-ferro do ex-tesoureiro de Collor, caso
do empresário de Campinas, Willian Sozza .
Fonte: Site da
Revista Istoé - www.istoe.com.br - 24/11/99
OUTRO LUIZ ESTEVÃO:
VALMIR AMARAL - PMDB Caso
o senador Luiz Estevão tenha o mandato cassado, a vaga
fica para o suplente Valmir, uma figura folclórica de Brasília. Frequentador
assíduo das colunas sociais da capital,
Amaral é o principal empresário de ônibus da cidade e, como
Estevão, amigo pessoal do governador Joaquim Roriz. Mas dedica boa parte de
seu tempo à briga com o governo pelo aumento das
passagens urbanas.
Fonte: Site da
Revista Istoé - www.istoe.com.br - 24/11/99
CO-AUTOR DE
ASSASSINATO:
FRANCISCO CAÍCA - PSD Este
deputado estadual assumiu, em depoimento à CPI do Crime
Organizado, a co-autoria do assassinato de Carlindo Sousa Cunha, funcionário do
ex-deputado José Gerardo de Abreu (sem partido).
Também admitiu possuir três números de
CPF e confessou que sabia antecipadamente dos assassinatos de dois delegados.
Fonte: Jornal Hoje
- Rede Globo - 02/12/99 (além de outros jornais e noticiários)
APROVARAM ANISTIA
DE MULTAS ELEITORAIS PARA ELES PRÓPRIOS:
ÍRIS RESENDE - PMDB / GO
GERALDO MELLO - PSDB / RN
ROBERTO REQUIÃO - PMDB / PR
Fonte: Site do
Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 08/12/99
"TONINHO
MALVADEZA":
ANTÔNIO CARLOS MAGALHÃES - PFL
/ BA Em 50 anos, ACM acumulou um patrimônio
que supera muito os salários e aposentadorias embolsados por ele nesse tempo.
Sua fortuna é pelo menos três vezes maior que a declarada. São bens e
empresas que estão sob seu comando e uso,
mas registrados em nome de gente de confiança, como o
deputado federal Félix Mendonça (PTB-BA), e de seu genro César de Araújo
Mata Pires. A mulher do senador, Arlete
Maron Magalhães, é sócia de uma empresa e
diretora de outra. Ao
desapropriar centenas de propriedades ao longo das
rodovias que chegam à capital baiana,
negociou 25 milhões m², ou 10% do território do município.
Acabou acusado por um ex-colega, de manter
conluio com os donos de terras, que
compravam barato lotes passíveis de
desapropriação. Inimigos dizem que a ditadura militar
abafou as acusações. As provas, porém,
acabariam queimadas em vários incêndios que
destruíram documentos oficiais em Salvador
depois da gestão de ACM. O Arquivo Público
Municipal, que guardava os
registros de terras da capital, queimou no final dos anos 60
e no início dos anos 70. Também foi
incendiado o prédio dos Tribunais de Contas do Município
e do Estado. Por último, o edifício do
Ministério Público ardeu em chamas.
Coincidências que intrigam. Seus negócios
incluíram depois, o jornal Correio da Bahia, em 1978, e a concessão de uma
TV nos anos 80, que lhe garantiram a liderança de
audiência no Estado e a maior fatia das verbas
publicitárias oficiais da Bahia. O império
carlista, hoje, é comandado por seu filho Antônio
Carlos Magalhães Júnior, suplente do senador e responsável por todos os negócios
da família, e por seu genro, César
de Araújo Mata Pires. Em 1979, quando Mata Pires já estava
casado com Tereza, filha de ACM, seu patrimônio experimentou um crescimento
explosivo. Naquele ano comprou três fazendas e
logo depois mais cinco. A OAS vendeu a
ACM um apartamento com preço bem inferior do
mercado. O genro também é sócio na Bahia
Par, que administra o complexo empresarial
de ACM. E a garantia de alguns favores pessoais,
como o uso da casa de 750 m² na Ilha de
Itaparica e dos jatinhos da OAS, há anos
servindo ACM e sua família.
Fonte: Site da
Revista Istoé - www.istoe.com.br - 22/12/1999
DEPUTADO NADA
INOCENTE:
INOCÊNCIO DE OLIVEIRA - PFL /
PE Esse deputado (ironia ter o nome "Inocêncio")
disse que: "Esse
negócio de discutir se um deputado
ganha para trabalhar nas férias (o
famoso jeton), e não comparece,
é uma coisa menor". Ele
também, há alguns anos, mandou furar
poços artesianos em sua fazenda particular, com uma
verba federal que era para ser destinada
apenas para fazendas de pessoas muito carentes.
Fonte: CBS/Tele Notícias
- SBT - 18/01/2000
DEFENSORES DO
NEPOTISMO:
Políticos que descaradamente
justificaram a contratação de parentes,
usando uma verba de R$ 20.000 por
parlamentar (pagos por nós contribuintes), para
contratar seus familiares.
GILVAN BORGES - PMDB / AP Senador
- (Mãe e mulher)
ARMANDO ABÍLIO - PMDB / PB Deputado
- (Mulher, 2 filhas, 3 cunhados e 1 primo)
GERSON PERES - PPB / PA Deputado
- (2 filhas)
Fonte: Jornal
Nacional - Rede Globo - 08/02/2000
O SENADOR DO GOLPE
DE US$ 13 MILHÕES:
LUIZ OTÁVIO OLIVEIRA CAMPOS -
PPB / PA Esse senador no comando da Rodomar, uma
empresa familiar especializada em transporte fluvial, coordenou uma fraude que
desviou cerca de US$ 13 milhões dos
cofres do BNDES. O dinheiro deveria ter financiado
a construção de 13 balsas para incrementar o
transporte fluvial na região. Deveria, porque a
Rodomar, em conluio com o Estaleiro da Bacia Amazônica
(Ebal), recebeu a fortuna e não construiu
nada. Ele já foi pego em falcatruas anteriormente, mas salvo na época pela
famosa "im(p)unidade
parlamentar".
Fonte: Site da
Revista Istoé - www.istoe.com.br - 16/02/2000
CADA PARENTE NO SEU
GALHO:
Políticos e um juíz que empregaram
parentes, pagos com dinheiro público (o nosso).
MICHEL TEMER - PMDB / SP Deputado
- Propôs a oficialização do nepoptismo, com "cotas" para contratações
de parentes.
JORGE VIANA - PT / AC Governador
- (7 primos, 2 tios e 1 cunhado).
CELSO RUSSOMANNO - PPB / SP Deputado
- (Pai e irmão).
ODELMO LEÃO - PPB / MG Deputado
- (Mulher e cunhada).
THEMÍSTOCLES SAMPAIO - PMDB / PI
Deputado - (3 filhos e 1 neta).
ANTÔNIO DE PÁDUA RIBEIRO Presidente
do Supremo Tribunal de Justiça - (Mulher).
Fonte: Revista Veja
- 16/02/2000 (Outros políticos citados nesta edição da revista, já estão no
site)
PRESIDENTE DA CÂMARA
(E DAS PROPINAS):
ARMANDO MELLÃO NETO - PMDB / SP
Presidente da Câmara Municipal de S. Paulo, foi
denunciado por formação
de quadrilha e concussão pelo Ministério Público.
Ele seria um dos
chefões do esquema de cobrança
de propinas de camelôs de uma administração regional
que controlava. De acordo com denúncias, a
arrecadação chegava a R$ 6 mil por semana
e os recursos seriam usados para cobrir gastos de
campanha do vereador. Segundo
um promotor, Mellão valeu-se do prestígio, após
receber do prefeito Celso Pitta o
direito de indicar
o administrador regional, para organizar um grupo e "impor a particulares,
a concessão de
vantagens ilícitas".
Fonte: Site do
Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 23/02/2000
LAMA NO VENTILADOR:
TEOTÔNIO VILELA FILHO - PSDB /
AL Presidente do partido, o senador entrou na alça de
mira da Comissão de Ética por causa de denúncias publicadas pelo jornal
Correio Braziliense contra uma instituição
que leva o nome do pai do senador, a Fundação Teotônio Vilela,
que teria recebido de maneira irregular R$ 4,2 milhões dos cofres do governo do
Distrito Federal para o treinamento de 48 mil
trabalhadores.
GERALDO LESSA Primeiro
suplente de Teotônio e presidente da Fundação Teotônio Vilela,
foi quem firmou os convênios. Até assumir em janeiro o mandato de senador, não
tinha uma fonte formal de renda. Exercia na Fundação
um cargo não-remunerado, e disse que seu
custeio pessoal foi bancado nos últimos anos por uma assessoria informal que
presta ao Maceió Mar Hotel.
ROMERO JUCÁ - PSDB / RR Uma
fita gravada em que o senador conversa com o diretor administrativo
e financeiro da Eletronorte, Valdemar André Johansson, sustenta acusação
feita pelo secretário de Agricultura de Roraima,
deputado Salomão Afonso de Souza Cruz (PPB).
Segundo a denúncia, o diálogo em código entre os dois mostra uma tentativa de
desvio de recursos da União destinados a obras da
Eletronorte. O único crime nessa história é
o grampo ilegal”, contra-ataca Romero Jucá.
Fonte: Site da
Revista Istoé - www.istoe.com.br - 01/03/2000
DEFENSOR DO
"SALÁRIO-MARAJÁ":
SEVERINO CAVALCANTI - PPB / PE
O corregedor da Câmara, que apresentou em 1999,
uma emenda para que cada um dos três
poderes, fixe o seu próprio salário, disse que
"R$ 11,5 mil era muito pouco, para um
parlamentar viver com dignidade".
Fonte: Jornal da
Record - Rede Record - 08/03/2000
* Obs: Também contratou familiares (2
filhos), pagos com dinheiro público (o nosso).
Fonte: Revista Veja
- 16/02/2000
DESVIAVA VERBAS
PARA ENTIDADE-FANTASMA:
FERNANDO LUPA - PSDB / PE Encaminhou
uma verba que os deputados do estado do
Pernambuco têm de
R$ 20 mil mensais para uma entidade assistencial fantasma, que
se provou depois, não existir.
Fonte: Jornal
Nacional - Rede Globo - 20/03/2000
PITTAGATE
:
CELSO PITTA - PTN / SP O
Ministério Público pediu afastamento do prefeito de São Paulo
por causa de várias denúncias (inclusive
de sua ex-esposa Nicéa e do filho). Se esquivava
da cassação do mandato (inclusive de um
processo de impeachment) por seu partido ter
a maioria na Câmara. Obteve um "empréstimo" de R$
800.000 do empresário Jorge Yunes (que
descobriu-se mais tarde, foi beneficiado pelo prefeito em seus negócios
imobiliários e na contratação de seus parentes
pela Prefeitura).
Fonte: Jornal da
Record - Rede Record - 24/03/2000
DESVIARAM DINHEIRO,
DEIXANDO ALUNOS SEM MERENDA NEM CARTEIRAS:
Três ações
populares denunciaram fraudes e corrupção na prefeitura de Ouricuri, em
Pernambuco. Foram gastos R$ 3 milhões
na Educação, mas os alunos
da cidade, estavam estudando
no chão) por que não havia
dinheiro para a compra de carteiras nem
da merenda. Suspeita-se de
que em 3 anos, desviaram cerca de R$ 10 milhões. Várias
empresas "laranjas" (na
maioria, de vereadores ou parentes do prefeito) prestavam
serviços à prefeitura. Veja abaixo os principais envolvidos.
PEDRO GILDEVAN DE MELO Secretário
de Administração e Finanças (e quem manda
em Ouricuri, pois seu pai, que é o prefeito, vive viajando e não para na
cidade).
FRANCISCO CARLOS MATIAS DOS
SANTOS Presidente da Câmara de Ouricuri,
recebia os pagamentos feitos à uma
das empresas "laranjas" pela prefeitura
EDVALDO DA LUZ Empresário
da cidade que usou a própria mãe como "laranja" (ela
era proprietária de uma
empresa fantasma contratada pela prefeitura).
Fonte: Fantástico
- Rede Globo - 26/03/2000
DEFENDERAM O
NEPOTISMO (CONTRATAÇÃO DOS PRÓPRIOS PARENTES):
JOSÉ ÍNDIO ( ZÉ ÍNDIO ) - PMDB /
SP Deputado federal.
GILBERTO NASCIMENTO - PMDB / SP Deputado
estadual.
Fonte: Programa
Paulo Lopes na TV - Rede Bandeirantes - 27/03/2000
RECORDISTA DE CASSAÇÕES:
JOSÉ CARLOS TARDELLI - PFL / SP
Prefeito de Itapetininga (SP), recordista de
processos de cassação (já
sofreu quatro) e continua no cargo graças à liminares.
Fonte: Programa
Paulo Lopes na TV - Rede Bandeirantes - 27/03/2000
PREFEITOS CASSADOS:
EDSON LUÍZ
VIEIRA - PFL / SP Ex-prefeito de Monções (SP) foi preso, acusado
de ter mandado matar seu antecessor
no cargo.
FERNANDO BARBOSA -
PSDB / SP Prefeito de Barbosa (SP) foi cassado duas vezes,
por falta de decoro, mas obteve liminares para voltar à prefeitura.
CARLOS COLOMBO - PSDB
/ SP Ex-prefeito de Tapiraí (SP) foi afastado pela Câmara
e cassado.
Fonte: Site do
Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 27/03/2000
GIGANTESCO ESQUEMA
DE CORRUPÇÃO EM CÂMARA DE CARIACICA:
Vereadores de
Cariacica, no Espírito Santo, foram presos e outros eram procurados pela
Polícia, após terem sido
denunciados por participação num esquema de corrupção. Foi determinada
a prisão preventiva dos parlamentares e outros envolvidos. O material foi
encaminhado para os promotores pelo
Jornal A GAZETA, que teve acesso à farta documentação
sobre o esquema de corrupção desenvolvido naquele município. Para
apresentar os
documentos à Justiça, eles quebraram o sigilo bancário dos vereadores e
demais envolvidos no esquema e
acrescentaram uma vasta documentação à matéria. Os vereadores
nomearam vários assessores fantasmas ou "laranjas", que não
trabalhavam e não recebiam,
e se apropriavam dos seus vencimentos. Ao serem nomeados, assinavam uma
autorização de débito em conta corrente para transferência às contas dos
respectivos vereadores aos
quais estavam vinculados. As irregularidades na prefeitura, supostamente eram
comandadas pelo então prefeito Dejair Cabo Camata. Réu em cerca de 40
processos, Camata, que
morreu em um acidente de carro, era acusado de improbidade administrativa,
calúnia e obstrução
da Justiça, formação de quadrilha, porte ilegal de arma, entre outros.
Com o seu advogado, Vicente Paulo
da Silva, ele sumiu com dois processos de calúnia e difamação.
Um desses processos teria sido roubado junto com o carro do advogado, depois
de ele ter retirado os documentos
do Tribunal de Justiça. Os envolvidos no esquema são:
ROGÉRIO SANTÓRIO -
PMDB Presidente da Câmara
ILMA CHRIZÓSTOMO
SIQUEIRA - PMDB Presidente da Comissão de Justiça
ADEILSON CABRAL - PMDB
VANDER LIMA RUBERT -
PDT
MILTON LOPES RUBIN -
PSB
MARCOS ARAÚJO - PSDB
(Mudou de partido, e foi para o PHS)
JOEL GABRIEL PEROVANO
- PFL
JOSÉ DA ROCHA - PFL
Segundo secretário da Mesa
JOCELINO MIGUEL -
PSC/PL Vice-presidente da Mesa
ALDO REZENDE - PDT
EDSON
"BORRACHA" RIBEIRO DA COSTA - PPB
Pastor VALMIR QUEIROZ
PINTO - PMN
ADMILSON JOSÉ
SIQUEIRA - PTB
DAISE COELHO SANTÓRIO
Mulher do presidente da Câmara, Rogério Santório
HELENA PEREIRA DO
NASCIMENTO Funcionária pública
GESSY SIQUEIRA
Marido da vereadora Ilma Chrizóstomo
MARIA ISABEL COELHO
VIEIRA Cunhada do presidente da Câmara, Rogério Santório
Fonte: Site do
Jornal A Gazeta - www.redegazeta.com.br/jornalagazeta/ - 30/03/2000
* Obs.: Houve
pouco tempo depois um incêndio, que se
descobriu ser criminoso, no Fórum de
Cariacica, e que guardava as provas dos
crimes
Fonte: Jornal
Nacional - Rede Globo - 09/06/2000).
DESVIO
DE MAIS DE R$ 130 MILHÕES:
REYNALDO DE BARROS / SP Secretário
de Obras e presidente da Emurb, na gestão do
prefeito Paulo Salim Maluf na prefeitura de São Paulo (1993 à 1996) , foi
denunciado por um ex-gerente de uma das
empreiteiras contratadas na época, e que provou através de
documentos, que as obras foram super faturadas (em mais de 400%). Para se ter
uma idéia do rombo, o m² do túnel
Airton Senna custou mais que o dobro do EuroTúnel, que liga
por debaixo do mar (Canal da Mancha) a Inglaterra à França. Calcula-se que
a Prefeitura
teve um prejuízo de cerca R$ 2 bilhões, e que mais de R$
130 milhões foram para o bolso de Maluf e
de Reynaldo de Barros. Maluf gabava-se de que suas contas na Prefeitura,
foram aprovadas pelo Tribunal de Contas de São Paulo, mas, não disse que
a maioria dos integrantes (muito bem pagos) deste
tribunal, foram nomeados pelo próprio Maluf
e pelo seu afilhado político na época, Celso Pitta. Estes funcionários do
Tribunal de Contas, não souberam explicar
porque aprovaram as contas super faturadas de Maluf.
Fonte: Jornal
Nacional - Rede Globo - 12/04/2000
"TUDO EM FAMÍLIA":
ANTÔNIO CASEMIRO BELINATI - PFL
/ PR Prefeito de Londrina, no Paraná, e pai do deputado
Antônio Carlos Belinati, foi denunciado pelo
Ministério Público, do desvio de cerca de
R$ 16 milhões dos cofres públicos (há denúncias
também da compra de juízes).
ANTÔNIO CARLOS BELINATI - PSB /
PR Depois da apreensão de documentos na
casa do empresário Carlos Zavierucha, coordenador financeiro da campanha
de Belinati, eleito deputado estadual, as suspeitas de desvio dos
cofres de Londrina podem chegar a R$ 200 milhões, segundo um diretor de uma
autarquia usada para a fraude.
Fonte: Site do
Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 15/04/2000
FRAUDES EM MAIS DE
1.000 LICITAÇÕES:
ODIR ROCHA - PDT / TO Prefeito
de Palmas, no Tocantins, foi denunciado por fraudes mais
de 1.000 licitações. Estima-se que o município tenha tido um prejuízo
aproximado de R$ 15 milhões, nas transações
feitas entre empresas (a maioria fantasmas) que super faturaram
materiais e serviços para a prefeitura (que aprovara os valores).
Fonte: Jornal
Nacional - Rede Globo - 18/04/2000
VOTARAM CONTRA OU
SE ABSTIVERAM DE VOTAR A INVESTIGAÇÃO DE FRAUDES NA
PREFEITURA DE SÃO PAULO:
MIGUEL COLASUONNO - PMDB / SP
Vereador que votou contra a investigação. (Documento
anônimo recebido pelo Ministério Público com os nomes, telefones e
endereços de vereadores da base
governista que receberiam mesadas para aprovar os
projetos de interesse da prefeitura. Em forma de código, o documento aponta as
datas e as quantias entregues a
cada um desses De acordo com o papel ele teria recebido
R$ 425 mil. Só em um mês (dezembro) teria recebido R$ 100 mil. Colasuonno
participou da Comissão de Finanças
que analisou o projeto do Orçamento municipal, votado
em coincidentemente em dezembro - Revista Istoé, edição nº 1592).
EMÍLIO MENEGHINI - PPB / SP
Se absteve, ajudando o
prefeito Celso Pitta. Outros
vereadores que votaram contra a investigação como: Wadih Mutran e Brasil
Vita ; ou que quiseram se abster:
Archibaldo Zancra, Viviani Ferraz, José Izar, Osvaldo Enéas,
Cosme Lopes, Dito Salim,
Edivaldo Estima e Mario Dias; ou que alegaram que estavam
com "problemas de saúde" e não votaram, e outros
que tentaram impedir a votação,
"estranhamente" são os mesmos que também não quiseram investigar o
caso da corrupção dos
fiscais (veja mais em Vereadores
que não quiseram investigar...).
Fonte: Site do
Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 19/04/2000 (além de outros jornais e noticiários)
"BARBALHIDADES":
JADER BARBALHO -
PMDB / PA O líder do partido foi acusado pelo presidente do Senado,
de uso de violência quando era governador para desapropriar irregularmente o
garimpo Castelo dos Sonhos e de ter
se beneficiado de recursos desviados por homens de
sua confiança por intermédio da Sudam e do Banco do Estado do Pará (PANPARÁ).
Foi acusado, ainda, de ter
se beneficiado de licitações fraudulentas com a participação de um
"pequeno empresário
da construção civil" (veja mais em A mina do Senador).
Fonte: Site do
Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 28/04/2000
ASSALTO ÀS CRIANÇAS:
RONALDO LAGES
Prefeito de Nossa Senhora dos Remédios, no Piauí, com apenas 1.600
estudantes, e que anunciou a compra de 60.000 cadernos (quase 40 por criança).
Descobriu-se ainda, que a fatura
era de uma empresa fantasma.
Fonte: Revista Veja
- 03/05/2000
ESCÂNDALO DOS
PRECATÓRIOS:
WAGNER BAPTISTA RAMOS Ex-coordenador
da dívida pública municipal, também é co-réu
nos processos contra Maluf. Considerado o inventor da fórmula para turbinar o
valor dos precatórios, é acusado de trabalhar ao
mesmo tempo para a prefeitura e para uma das
instituições que mais lucraram com a compra e a venda dos títulos, o banco
Vetor.
PAULO AFONSO VIEIRA Governador
de Santa Catarina entre 1994 e 1998, patrocinou a
emissão de papéis que renderam mais de 600 milhões de dólares, embora o
Estado não tivesse um único centavo de dívida
judicial a pagar. Em 1997, escapou da cassação, em
votação na Assembléia Legislativa catarinense, porque faltaram dois votos
para aprovar o pedido de impeachment.
DIVALDO SURUAGY Governador
de Alagoas por ocasião da farra dos precatórios, foi de
todos os envolvidos o mais rapidamente punido, ao menos no campo político.
Ainda em 1997, não conseguiu honrar uma dívida
de pouco mais de 100 milhões de reais, contraída com
o lançamento irregular de papéis. O Estado sofreu, então, uma intervenção
branca do governo federal, que nomeou secretários
e proibiu o governador de autorizar despesas. Com
salários atrasados, os funcionários estaduais promoveram uma rebelião
comandada pela PM e Suruagy teve de
renunciar ao cargo.
MIGUEL ARRAES Ícone
da esquerda e dono de biografia até então inatacável, governava Pernambuco
pela terceira vez quando autorizou a emissão de mais de 400 milhões de dólares
em títulos para o pagamento de dívidas inexistentes. Seu secretário de
Fazenda na época era o neto Eduardo Campos,
o "Dudu Beleza", que chefiou o lançamento dos papéis. Outros
envolvidos são Paulo Maluf e Celso Pitta (Veja mais nesta página).
Fonte: Site da
Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
A COMPRA DE VOTOS
DA REELEIÇÃO DE 97:
Em maio de 1997, a emenda
constitucional que autorizaria o presidente, os governadores e
os prefeitos a disputar a reeleição já tinha sido aprovada na Câmara e
aguardava pela votação no Senado. Veio a público
então a gravação de uma conversa na qual os deputados Ronivon
Santiago e João Maia, ambos do Acre, confessavam ter recebido R$ 200 mil para
votar a favor da emenda. Segundo eles, o deputado
Pauderney Avelino, do Amazonas, e o então
presidente da Câmara, Luís Eduardo Magalhães, eram os intermediários das
negociações. De acordo com a denúncia, tudo era
fechado com o então ministro das Comunicações,
Sérgio Motta, amigo de Fernando Henrique Cardoso e principal articulador
político do presidente. Cabia aos governadores do
Amazonas, Amazonino Mendes, e do Acre,
Orleir Cameli, efetuar o pagamento. Na conversa registrada na fita, Ronivon
dizia que mais três parlamentares (Osmir
Lima, Chicão Brígido e Zila Bezerra, todos de estados da região
Norte) tinham vendido seus votos. Veja abaixo, os principais envolvidos.
RONIVON SANTIAGO / AC O
deputado do Acre negou inicialmente que não era a sua voz na
gravação. Alguns dias depois, confirmou que era
ele, mas disse que tudo não passara de uma
brincadeira. Declarou até que lucraria politicamente com as denúncias, pois
apareceria na TV e nos jornais. Expulso do
PFL e com a certeza de que seria cassado, renunciou uma semana
após a divulgação das denúncias e não tentou a reeleição.
PAUDERNEY AVELINO / AM Deputado
do Amazonas, seria um dos intermediários.
JOÃO MAIA / AC Na época
do escândalo, já tinha sido filiado a nove legendas, incluindo PT e
o PFL. Também renunciou ao mandato de deputado e não
tentou voltar para a Câmara.
AMAZONINO MENDES - PFL / AM
A denúncia da compra de votos foi apenas mais uma na
extensa lista de escândalos do governador. Mais
interessado no controle político da Zona Franca
de Manaus, pouco se abalou com o caso. Foi reeleito
e voltou a reinar no Amazonas.
ORLEIR CAMELI / AC Com
longa ficha criminal, o ex-governador do Acre escapou ileso ao escândalo
da compra de votos, mas desistiu de tentar a reeleição. Em 1999, foi apontado
como integrante do cartel da droga no estado, caso
hoje em investigação por uma CPI.
NARCISO MENDES Ex-deputado
constituinte, foi identificado como o autor das gravações. Muitos
acreditam que gravou as fitas para se vingar do governo federal, que promovera
uma devassa fiscal em suas empresas,
deixando-o com dívidas de 25 milhões de reais. Para outros,
a iniciativa foi motivada por sua amizade com Paulo Maluf. Narciso, que fez
fortuna aliando-se a governadores para
conseguir obras públicas, já chegou a subir na mesa da Assembléia
Legislativa do Acre com uma arma no coldre para ameaçar colegas. Também
está sendo investigado pela CPI do Narcotráfico.
OSMIR LIMA - PFL Deputado
e braço direito do ex-governador Orleir Cameli, já apresentou um
projeto propondo a devolução do Acre à Bolívia, disputou a reeleição, mas
perdeu.
CHICÃO BRÍGIDO Filho de
seringueiros, tentou se eleger governador do Acre.
ZILA BEZERRA - PFL Dos
deputados envolvidos no escândalo, foi a única que conseguiu a
reeleição, tornando-se deputada pelo PFL.
Fonte: Site da
Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
O ROMBO DO BANESPA:
ORESTES QUÉRCIA Governava
o Estado no início do período investigado pelo Banco Central.
Foi o responsável por antecipações de receitas orçamentárias, procedimento
pelo qual o Banespa adiantava ao Tesouro
paulista o dinheiro de impostos, cobrindo buracos no orçamento
estadual para a quitação de dívidas com empreiteiras. Tais operações
custaram ao banco 600 milhões de dólares.
LUIZ ANTÔNIO FLEURY FILHO
Sucessor de Quércia, intercedeu pessoalmente para
que o Banespa concedesse empréstimos a empresas sem condições de honrar seus
compromissos.
Fonte: Site da
Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
ESQUEMA
DOS ANÕES DO ORÇAMENTO:
JOÃO ALVES Ex-deputado,
era o líder dos anões. Comprava a cumplicidade de José Carlos
com presentinhos de até 300 000 reais. Na CPI, apresentou uma justificativa
antológica para a fortuna que tinha acumulado:
alegou que era um homem de muita, muita sorte
e ganhara dezenas de vezes na loteria. Renunciou ao mandato de deputado antes
de ser julgado, escapando da cassação e da perda
dos direitos políticos. Mora atualmente em
Salvador, onde tem muitos imóveis.
JOSÉ CARLOS ALVES DOS SANTOS
Reuniu um patrimônio de mais de dois milhões de
dólares. Preso e condenado pela morte da mulher, Ana Elizabeth Lofrano dos
Santos, chegou até a tentar o suicídio na
cadeia. Cumpre pena em regime semi-aberto.
IBSEN PINHEIRO Deputado
pelo PMDB gaúcho, tinha entrado para a história como o presidente
da Câmara dos Deputados durante o processo de impeachment de Fernando Collor.
Após a descoberta de mais de 1 milhão de dólares em suas contas, foi acusado
de enriquecimento ilícito e irregularidades
fiscais e terminou cassado.
JOSÉ GERALDO RIBEIRO Deputado
do PMDB mineiro, era mais conhecido como "Quinzinho",
numa referência ao percentual que costumava cobrar de propina. Enviava dinheiro
para oito entidades assistenciais por ele controladas. Também foi cassado.
GENEBALDO CORREIA Líder
do PMDB na Câmara, e o primeiro a adotar o expediente de
renunciar antes do julgamento. Teve seus bens seqüestrados pela Justiça e
respondeu por crime de improbidade
administrativa. Tentou ser candidato a deputado estadual em 98.
MANOEL MOREIRA Além
de ser apontado por José Carlos como um dos anões, contou com
um empurrão extra da ex-mulher, que foi à CPI revelar suas falcatruas. Não
conseguiu explicar o movimento de 3 milhões
de dólares em suas contas. Também renunciou antes da cassação.
Tentou a candidatura a deputado estadual pelo PMDB paulista em 1998. Lançou
na vida pública a vereadora Maeli Vergniano,
envolvida no escândalo da máfia dos fiscais da prefeitura
de São Paulo. Foi expulso da igreja em que era pastor.
RICARDO FIÚZA Ministro
da Ação Social no governo Collor, era um dos deputados mais poderosos
do Congresso. A CPI descobriu que, no período em que chefiou a Comissão de
Orçamento, beneficiou uma fazenda sua com verbas
federais. Mesmo assim, escapou da cassação.
Mais tarde, ficou provado que havia manipulado documentos da Caixa Econômica
Federal para se livrar da acusações da CPI.
Elegeu-se deputado pelo PFL pernambuano.
RAQUEL CÂNDIDO Deputada
por Rondônia, foi acusada de se apropriar de US$ 800 mil destinados
a subvenções sociais e tentou o suicídio duas vezes. Acabou sendo cassada.
Em outubro do ano passado, foi presa em Brasília
sob acusação de espancar e tentar matar a
tiros a dona de casa Raimunda dos Santos. O motivo da briga: uma dívida de R$
2.500.
Fonte: Site da
Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
A TURMA DO CHUVISCO
NO RIO:
A maior parte dos acusados no Rio
de Janeiro, de firmar contratos sem licitação, favorecer empresas
em concorrências públicas e fazer parte da "banda podre" da polícia,
trabalha com o governador do Rio desde os
tempos em que ele era prefeito de Campos. O grupo conhecido
como Turma do Chuvisco, numa referência a um doce de ovo típico da cidade.
ANTÔNIO OLIBONI Era
secretário de Justiça e sócio de um escritório de advocacia que tem
como uma de suas especialidades contestar dívidas cobradas pelo Estado. Ao
entrar para o governo, desligou-se
formalmente da banca, mas não parou de freqüentar a firma, onde
trabalha sua mulher. Na carteira de clientes do escritório figurava a Brasal,
empresa cujo contrato para fornecimento de
quentinhas a penitenciárias foi prorrogado sem licitação.
CARLOS AUGUSTO SIQUEIRA Era
presidente da poderosa Empresa de Obras Públicas, sucessora
da Secretaria de Obras e dona de um caixa milionário. Em gravação de 1994
entregue à Justiça, Siqueira negociava o superfaturamento
de um show em comemoração ao aniversário de Campos.
EDUARDO CUNHA Mesmo
sem nenhuma afinidade política aparente com o governador, foi
nomeado para a presidência da Companhia Estadual de Habitação (Cehab), que
controla as verbas destinadas à construção
de casas populares. Filiado ao PPB, tinha comandado a Telerj
no governo Collor, por indicação de PC Farias. É acusado de favorecer a
empreiteira Grande Piso, vencedora de
concorrências consideradas irregulares pelo Tribunal de Contas do
Estado. Além disso, Cunha está sob suspeita de ter montado em cartórios um
esquema de arrecadação de propinas para o
registro de casas populares. Foi afastado do cargo.
PAULO GOMES DOS SANTOS FILHO
Coronel-bombeiro, ocupava a Secretaria de Defesa
Civil e tinha entre suas atribuições regulamentar serviços de combate a incêndio
em prédios e
apartamentos. Sua mulher, Maria Zélia Silva Nascimento, é dona do grupo
Sermacol, que tira a maior parte de seu faturamento
justamente da montagem de sistemas de
segurança contra incêndio. Gomes pediu demissão.
RANULFO VIDIGAL Presidia
a Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos, encarregada
de fiscalizar e controlar os serviços privatizados no Estado. Tinha sido
prefeito de São João da Barra, cidade
vizinha a Campos, e perdera o cargo em 1996, cassado por corrupção.
É acusado de acobertar um esquema que achacava empresas em troca do andamento
de processos na agência.
Fonte: Site da
Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
A MÁFIA DA PREVIDÊNCIA:
JORGINA MARIA DE FREITAS Advogada,
é a personagem mais conhecida da máfia da
Previdência. Conseguiu embolsar sozinha cerca de 100 milhões de dólares com ações
fraudulentas. Condenada logo no início da
investigação, fugiu do país. Iniciou-se, então, uma caçada
internacional – com escala nos Estados Unidos, Nicarágua e Costa Rica, onde a
criminosa acabou presa e foi extraditada em 1997.
Antes de ser capturada, porém, tentou um
acordo estranho com a Justiça brasileira: topava entregar-se, desde que pudesse
ficar com 1 milhão de dólares. Hoje,
Jorgina, que passa os dias na Companhia Especial de Policiamento
de Trânsito, no Rio de Janeiro, ainda responde a processo por formação de
quadrilha e peculato (apropriação de
bens públicos).
ILSON ESCÓSSIA DA VEIGA Outro
advogado da quadrilha. Em apenas oito meses de atividades
ilegais, conseguiu arrancar da Previdência cerca de 120 milhões de dólares.
Seu patrimônio contabilizava 48 imóveis, vinte
linhas telefônicas, quatro lojas e, acreditem, meia
tonelada de ouro. Em primeira instância, foi condenado a catorze anos de prisão.
Cumpre a pena em regime semi-aberto.
Fonte: Site da
Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
A MÁFIA DOS
BINGOS:
MARCO CHEDID Ex-deputado,
teve um mandato apagadíssimo, lembrado apenas pela participação
na CPI dos Bingos. Depois de lutar com insistência pela instalação da CPI,
foi acusado de receber dinheiro para
facilitar a vida dos proprietários de bingo investigados pela
comissão. Concluiu o seu mandato sem ter sido punido pelas acusações.
LUIZ ANTÔNIO BUFFARA Era
o homem de confiança de Rafael Greca na administração do
Indesp. É acusado de transformar o instituto num balcão de negócios para
empresários do bingo. Em dois anos de sua
gestão, foram arrecadados só 3,4 milhões de reais das casas
de jogo de São Paulo, estado que registra o maior número de bingos. Este valor
corresponde a apenas 2,3% do total arrecadado no país.
MARIA TERESA CASTRO Ocupava
o posto de secretária-executiva, o segundo mais importante
do Ministério de Esportes e Turismo. Foi acusada de ter pressionado o ex-presidente
do Indesp, Manoel Tubino, a assinar a portaria 23, que disciplinou o funcionamento
de máquinas caça-níqueis em casas de bingos.
Fonte: Site da
Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
A PROPINA DE MAGRI:
ANTÔNIO ROGÉRIO MAGRI O
governo Collor começou a desmoronar no início de 1992, com
o aparecimento dos primeiros casos de corrupção. Um dos mais conhecidos
envolveu o então ministro do Trabalho e da
Previdência Antonio Rogério Magri, o imexível. Numa fita gravada
pelo, na época diretor de Arrecadação e Fiscalização do INSS, Magri admitia
ter recebido uma propina de 30 000 dólares
para facilitar a liberação de recursos do FGTS de uma
empresa para uma obra no Acre, em 1991. “O cara veio aqui e me deu 30 000 dólares.
Me deu. Caiu do céééu!”, dizia o ministro, na
gravação. Os 45 minutos de diálogo deixavam
claro que o ministro tentaria usar o cargo para fazer novas negociatas e
pretendia envolver o diretor no esquema.
Fonte: Site da
Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
ROUBALHEIRA EM SÃO
PAULO:
CARLOS AUGUSTO MEINBERG Secretário
municipal de governo, foi apontado por Nicéa
Pitta como responsável pelas negociações com os vereadores. Segundo ela,
Meinberg realizou os pagamentos para que as
investigações fossem interrompidas. Outros
envolvidos são Paulo Maluf, Celso Pitta, Maria Helena Fontes, José Izar, Maeli
Vergniano, Vicente Viscome, Hanna Gharib, e Paulo
Roberto Faria Lima e Armando Mellão (veja mais em Vereadores que não
quiseram investigar...).
Fonte: Site da
Revista Veja - www.veja.com.br - 05/05/2000
ESQUEMA DE NOTAS
FRIAS:
Funcionários da Prefeitura de
Ponta Grossa, no Paraná, exigiam que para o pagamento de
empresas que tinham dívidas à receber da Prefeitura, estas tivessem que
declarar notas frias (que eram fornecidas
pela Prefeitura, e já assinadas pelo prefeito. Gravações feitas
com uma câmara escondida, mostraram os funcionários cobrando as propinas).
JOCELITO CANTO Prefeito da
cidade, e quem assinava as notas frias.
JUAREZ SCHWAB Funcionário
da Secretária de Obras, que "fabricava" requisições de materiais,
que eram usados para justificar os pagamentos.
PEDRO SEBASTIÃO Chefe do
gabinete, fornecia as notas e fazia as propostas.
MARCOS COSMOSK Gerente
do Fundef (Fundo que destina verbas da União para os os
municípios usarem na Educação).
MARCOS BORCNIA Administrador
da Arrecadação de Impostos da cidade. Disse que o empresário
só receberia seu pagamento, se "rolasse uma grana por fora".
Fonte: Fantástico
- Rede Globo - 07/05/2000
DEFENDERAM O
DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA:
Parlamentares da bancada ruralista
(fazendeiros e donos de madeireiras) no Gongresso, que
aprovaram um projeto de lei que altera a redação do atual código florestal.
Com esta mudança, a área de reserva legal
na Amazônia cairia de 80% para 20%. Na área de cerrado,
o percentual de áreas de reserva cai de 35% para 20%, e de 20% para zero em áreas
como o Pantanal.
MOACIR MICHELETTO - PMDB / PR
Deputado federal que apresentou um substitutivo à medida
provisória que altera a redação do atual código florestal.
LUDIO COELHO -
PMDB / MS Senador (que tem fazenda na região de Mato Grosso do Sul)
defendeu o relatório aprovado
na comissão que analisou alterações no Código Florestal Brasileiro.
Fonte: Jornal
Nacional - Rede Globo - 10/05/2000
O ESQUEMA PC:
FERNANDO COLLOR DE MELLO Queria
ficar no poder por mais de uma década. Terminou
o mandato antes do tempo, rejeitado pelos eleitores (que foram às ruas pedir
seu afastamento) e com os direitos políticos
suspensos por oito anos. Desmoralizado, foi
viver em Miami, onde curtiu um exílio açucarado. Com a aproximação do fim de
seu período de suspensão, voltou ao Brasil
e ao noticiário. A bordo do obscuro Partido Renovador
Trabalhista Brasileiro (PRTB), ameaça disputar a prefeitura de São Paulo
nas eleições de outubro. Precisa
convencer a Justiça Eleitoral, que até agora considerou irregular
a mudança de seu domicílio eleitoral de Maceió para São Paulo.
PAULO CÉSAR FARIAS (PC) Depois
da queda de Collor, mandou os filhos estudar na Suíça
e manteve um padrão de vida invejável, à custa da fortuna acumulada nos bons
tempos da República de Alagoas. Condenado a sete
anos de prisão por falsidade ideológica e
sonegação fiscal, PC fugiu do país e passou meses escondido. Localizado
pela polícia na Tailândia, foi trazido de volta
ao Brasil, onde cumpriu dois anos da prisão. Ao
conseguir liberdade condicional, tentou recomeçar os negócios. Numa manhã de
junho de 1996, foi
encontrado morto a tiros em sua casa de praia, ao lado da namorada, Suzana
Marcolino. O crime até hoje não foi esclarecido.
ROSANE COLLOR A
ex-primeira-dama foi acusada de desviar verbas públicas e ganhou fama
de esbanjadora. Certa vez, comentava-se em Brasília torrou 34.000 mil dólares
numa loja de roupas em Nova York. "A
madame está gastando demais", queixava-se PC, que abastecia
a conta bancária de Rosane com depósitos esporádicos. Rosane
é acusada de desvio
de verbas públicas no período em que presidiu a Legião Brasileira de Assistência,
entre 1990 e 1991. Um dos escandalos
protagonizados por Rosane foi a
emissão de dinheiro para a
fundação fantasma Pró-Carente de Canapi, sua cidade natal, em
Alagoas.
Descobriu-se mais
tarde que a fundação tinha como endereço a casa da mãe de Rosane. Rosane
ainda é acusada de gastar 18.000 dólares numa festa para sua assessora
pessoal e amiga Eunícia Guimarães
e de superfaturar a compra de alimentos. Estima-se que cerca de
16 milhões de dólares tenham sido desviados e embolsados pelo grupo
de Rosane.
CLÁUDIO VIEIRA Secretário
particular de Collor, sabia de todas as falcatruas do esquema
PC e tentou inocentar o chefe até o fim. Foi absolvido pelo Supremo
Tribunal Federal dos crimes de corrupção passiva, coação de testemunhas,
suborno e supressão de documentos. Hoje, mantém
um escritório de advocacia em Brasília,
cujo único cliente é ele mesmo.
ZÉLIA CARDOSO DE MELLO Ministra
da Economia, foi a responsável pelo confisco da poupança,
e a mulher mais poderosa da história da República. Condenada em primeira
instância a 13 anos de prisão por ter recebido
dinheiro no esquema PC para reajustar preços
durante o congelamento imposto pelo Plano Collor. Disse que recorreria da sentença.
Fonte: Site da
Revista Veja - www.veja.com.br - 25/05/2000
FUJÕES DAS SESSÕES
DA CÂMARA DE SANTOS:
Vereadores de
Santos/SP que interromperam várias sessões (realizadas apenas 2 vezes
por semana). Para que uma sessão
seja realizada é preciso que pelo menos 11 vereadores permaneçam
em plenário. A tática dos vereadores, que procuram tornar inviável a sessão,
é manjadíssima: combinam tudo
antes e se retiram juntos. Todos os fujões, como ficaram conhecidos,
fazem parte do bloco de sustentação do prefeito. Houve uma sessão que durou
apenas 2 minutos. Os vereadores se
retiraram do plenário, impedindo o prosseguimento da sessão,
onde seriam votados pedidos de abertura de Comissões Especiais de Inquérito
(uma para apurar o
escândalo dos remédios jogados no lixo, por estarem com prazo de validade
vencido, e outra para apurar irregularidades na contratação de professores. Os
"fujões", que
trabalhando ou não, receberam o seu salário mensal, em torno de R$ 4.000
foram:
JOSÉ LASCANE - PPB /
SP
MANOEL CONSTANTINO -
PMDB / SP
MARINALDO MONGON - PTB
/ SP
MARIVALDO AGGIO - PPB
/ SP
SÉRGIO BONAVIDES -
PPB / SP
Fonte: Site do
Jornal da Orla (Santos/SP) - www.jornaldaorla.com.br - 28/05/2000
DEPUTADO AFASTADO
PELA CPI DO NARCOTRÁFICO:
EUDO MAGALHÃES - PFL / PE
A Assembléia de Pernambuco acatou pedido da CPI
do Narcotráfico e cassou o mandato
do deputado estadual, por falta de decoro parlamentar. Ele
é acusado também de envolvimento com o crime organizado e de ter mentido à
CPI.
Fonte: Site do
Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 08/06/2000
OU VOTAVAM NELE OU
SOFRERIAM AS CONSEQUÊNCIAS:
JOÃO DE MELO ELEUTÉRIO / PR
Prefeito de Marquinhos, no Paraná, denunciado pelo Ministério
Público de ameaçar eleitores da região para que votassem nele. Os policiais
encarregados da prisão enfrentaram jagunços
armados que tentaram evitar a captura. Foram
encontradas várias armas e munições guardadas nas dependências do prefeito.
Fonte: Jornal da
Band - Rede Bandeirantes - 09/06/2000
"SALÁRIO-DEPUTADO":
PETERSON PRADO - PPS / SP Ex-assessores
do deputado estadual de São Paulo, denunciaram
que Peterson obrigava-os, sob pena de demissão, de depositarem
até 70% de seus salários na conta dele.
Foram apresentados os depósitos bancários, onde comprovava-se
as transferências que os assessores eram obrigados a fazer.
Fonte: Jornal
Nacional - Rede Globo - 09/06/2000
MÁFIA NO AMAPÁ:
A CPI do Nárcotráfico descobriu o
envolvimento de autoridades de Macapá, no estado do
Amapá, em um esquema de tráfico de drogas e super faturamentos.
FRAN JUNIOR / AP Deputado
e presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Amapá,
tinha 430 assessores fantasmas. Foi descoberto que a pista do aeroporto particular
em sua fazenda (que desconfia-se, construída para recepção de drogas do
exterior), foi paga com um cheque da Assembléia
(assinada por Fran). Numa gravação de
video, Fran dizia: "Quem não vir para o meu lado por amizade, virá por
dinheiro", numa
alusão aos deputados que tentariam depois, fazer o impeachment do governador
do Amapá que estava tentando acabar com a máfia
no estado.
MARGARETH SALOMÃO Presidente
do Tribunal de Contas do estado do Amapá (e irmã do
deputado Jorge Salomão) foi acusada pela Corregedoria do Ministério Público
do Estado, de super faturar serviços nunca
feitos pelo Jornal Amapá Estado (que já fechou). Suspeita-se
que em 3 anos, foram gastos aproximadamente R$ 4 milhões.
SILVIO ASSIS Dono do Jornal
Amapá Estado, também envolvido no esquema.
Fonte: Fantástico
- Rede Globo - 02/07/2000
PREFEITO CASSADO EM
SÃO PAULO:
LONGINO DE LIMA Prefeito
de Cajati, em São Paulo cassado depois de ser investigado por
3 meses, por acusações em várias irregularidades, como a de falta de controle
da dívida pública, superfaturamento em
obras com o dinheiro do estado etc.
Fonte: Site do
Jornal A Tribuna (Santos/SP) - www.atribuna.com.br - 03/07/2000
TENTOU SUBORNAR
ADVERSÁRIOS POLÍTICOS:
WILLIAN DIB - PSB / SP Candidato
a vice prefeito, na cidade de São Bernardo do Campo
(SP), teve conversas gravadas, em que oferecia dinheiro para candidatos da
oposição, para que estes deixassem de concorrer
nas eleições para vereadores.
Fonte: Jornal Band
Cidade - Rede Bandeirantes - 06/09/2000
PEGO NO ATO:
OSMAR YASBEK - PSD / SP Prefeito
de Embu das Artes (SP), que já fora denunciado várias
vezes por corrupção, mas salvo por
liminares na justiça, foi filmado, extorquindo 20%
do valor de uma indenização que um
contribuinte receberia da própria Prefeitura.
Fonte: Jornal da
Band - Rede Bandeirantes - 14/11/2000
O PREFEITO COM 57
PROCESSOS:
EDSON MOURA - PMDB / SP Os
processos denúncias contra o prefeito de Paulínia (SP), referem-se
ao período em que foi prefeito da mesma cidade, de 1993 a 1996, e envolvem
abuso de poder, improbidade administrativa, fraude
em licitações e superfaturamento em desapropriações
e licitações. Em um deles, ele já foi condenado em primeira instância.
Um promotor do Ministério Público de Paulínia,
estima que as ações abertas contra Moura já
impediram a saída de R$ 10 milhões dos cofres públicos.
Fonte: Site do
Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 15/11/2000
CORRUPTO ELEITO:
FRANCISCO PEREIRA NUNES Prefeito
eleito de Passagem Franca (Piauí), além de
ter sido filmado, dizendo que pagava por notas fiscais frias, também justificou
sua assinatura numa nota fiscal para a
compra de conhaque e aguardente (para uma creche da cidade,
e paga com o dinheiro do governo destinado ao ensino!!) dizendo não ter
reparado.
Fonte: Jornal
Nacional - Rede Globo - 02/01/2001
GRAVADO NO ATO:
HERMES PEREIRA SANTOS Prefeito
de Curralinhos (PI), foi gravado assumindo que comprava notas frias (pagava por
serviços não realizados) para a Prefeitura.
Fonte: Jornal da
Record 2ª Edição - Rede Record - 08/01/2001
ESQUEMA DE CORRUPÇÃO
EM JERUMENHA:
ADERSON SOARES Ex-prefeito
de Jerumenha (Piauí) que além de ser acusado de montar um
esquema de notas frias, foi gravado contando como subornava juízes da região.
JOSÉ SOARES DE ALBUQUERQUE
Desembargador que recebia polpudos cheques, em
troca de decissões favoráveis a favor do então prefeito França.
ANTÔNIO LINHARES Na
época era procurador geral de justiça, e também se beneficiava
do esquema, recebendo suas "comissões".
AUGUSTO FALCÃO Presidente
do Tribunal do Piauí, que recebia dinheiro por intermédio de
seu filho Tiago, para dar sentenças favoráveis ao então prefeito.
JOÃO ULISSES DE BRITO Advogado
casado com Ingrid, filha do desembargador José Soares
de Albuquerque, e que através de sua empresa Wisa, intermediava o esquema.
Fonte: Jornal
Nacional - Rede Globo - 29/01/2001
CORRUPTO F.C.:
EURICO MIRANDA / RJ Vários
documentos mostraram o desvio de dinheiro do Vasco da Gama (do qual o deputado
federal também é diretor) para contas em "Paraísos
Fiscais" nas Bahamas (inclusive um cheque de
mais de R$ 3 milhões).
Fonte: Jornal
Nacional - Rede Globo - 15/02/2001
* Obs: Também contratou
familiares (3 filhos e 1 sobrinho), pagos com dinheiro público (o nosso).
Fonte: Revista Veja
- 16/02/2000
EX-PREFEITO
FORAGIDO:
ELÓI BRAZ SESSIM / RS Ex-prefeito
de duas cidades (Tramandaí e Cidreira, RS), foi condenado a mais de 13 anos de
prisão por crime de peculato, e está foragido desde 1998, quando conseguiu
escapar do Quartel do Corpo de Bombeiros. Ele se notabilizou por gastar o
dinheiro da população em obras delirantes como o estádio de futebol da
pequena Cidreira, que daria para abrigar o dobro da população local. Não
conformado com o excesso de assentos, criou um time, onde boa parte dos salários
dos jogadores era paga com dinheiro do contribuinte. Em Tramandai, outra cidade
que governou, ergueu outro ginásio, quase do tamanho do Maracanãzinho, no Rio.
Os vidros que comprou para as janelas e portas da sede da prefeitura foram
tantos que, empilhados, chegariam a 875 m de altura. Também é acusado de formação
de quadrilha, concussão (extorsão), fraude e falsidade ideológica. Seu
salário também era motivo de polêmica: recebia R$ 12,8 mil para administrar o
pequeno município de Cidreira, onde os funcionários estavam há sete meses sem
receber e a luz e os telefones da prefeitura haviam sido cortados por falta de
pagamento. Sobre seu salário, dizia que trabalhava muito, acordava cedo e
dormia tarde, só pensando no bem-estar da população. Defendia-se quando
afirmavam que seu salário era superior ao do presidente da República.
"Acho que o governador e o presidente é que ganham pouco". Apesar de
todos os escândalos, Sessim conseguiu deixar sua esposa, Custódia (eleita em
2000) prefeita de Cidreira, a mesma cidade de onde Sessim foi afastado em 95.
Fonte: Linha Direta
- Rede Globo - 08/03/2001
TUDO EM FAMÍLIA:
PEDRO WILSON PAPIN Prefeito
de Ivaiporã (Paraná) que contratou 13 parentes na Prefeitura. O noivo de sua
filha, também já contratado sem concurso e pago com o dinheiro dos munícipes,
disse em entrevista que "pelo grau de parentesco (futuro genro), merecia um
cargo melhor" .
Fonte: Jornal da
Globo - Rede Globo - 26/03/2001
POLÍTICOS
(DIVULGADOS) QUE "BRECARAM" A CPI DA CORRUPÇÃO:
Perderam-se as esperanças de reunir, as
27 assinaturas de senadores necessárias para instalar uma comissão parlamentar
de inquérito (CPI) para apurar denúncias de corrupção no governo. O
porta-voz da Presidência, garantiu, no entanto, que o governo não ofertou
cargo algum. "O presidente não pediu nada no encontro e fez questão de
frisar que não esperava nenhuma mudança de posição de quem tivesse assinado
o requerimento."
JOSÉ ROBERTO ARRUDA - PSDB / DF
"Depois de tanta adrenalina, agora eu estou respirando aliviado",
resumiu o líder do governo no Senado. "Saímos da pauta da corrupção",
comemorou o senador.
CASSILDO MALDANER - PMDB / SC Foi
um dos que mais insistiu na tese de que a direção do partido precisava dar aos
parlamentares um instrumento para reagir à pressão pró-CPI. "Sou a
favor, mas sigo a orientação do partido", justificou satisfeito.
GEDDEL VIEIRA LIMA - PMDB / BA "Este
assunto morre na quaresma", apostou o líder do PMDB na Câmara. Os
governistas acreditavam que, depois da Semana Santa, ninguém mais iria falar
nessa investigação.
LUIZ ANTÔNIO DE MEDEIRO - PL / SP
"Não íamos ter ganho político nenhum com essa CPI. Nem sequer conseguiríamos
pôr um representante lá dentro, porque o partido é muito pequeno",
concluiu, pragmático, o deputado federal.
Fonte: Site do
Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 29/03/2001
* Obs.(José Roberto Arruda): Foi
denunciado mais tarde (e acabou confessando e depois renunciando ao mandato para
evitar uma cassação), ter pedido a técnicos do Senado, o acesso a uma lista
de votação secreta (e que, uma semana antes, havia negado categoricamente).
Fonte: Site do
Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 24/04/2001
PREFEITURA CORRUPTA
NO AMAZONAS:
HÉLIO BESSA - PTB / AM Prefeito
de Tefé (Amazonas) envolvido em irregularidades de várias obras inacabadas e
super-faturadas. Só o muro do cemítério local (estimado em R$ 15 mil), foi
construído por R$ 135 mil. Parentes do prefeito (fornecedores de material da
prefeitura, o que já é irregular), são donos agora, das melhores casas da
cidade, e vistos dirigindo carros importados. Foi filmado tentando subornar o
repórter para que a matéria não fosse ao ar. Também é acusado de desviar
verba do Fundo Municipal de Saúde em nomes de parentes, e de subornar eleitores
(até de fora da cidade) para que pudesse se reeleger.
Fonte: Jornal da
Globo - Rede Globo - 02/05/2001
DEPUTADOS
QUE ENTERRARAM A CPI DA CORRUPÇÃO:
O governo federal conseguiu barrar a CPI
da Corrupção. Com uma megaoperação que envolveu ministros, liberação de
verbas e emendas de congressistas e pedidos do presidente Fernando Henrique
Cardoso, 20 deputados federais retiraram suas assinaturas do requerimento para
criar a comissão. Restaram 162 das 182 assinaturas apresentadas. O presidente
do Congresso, Jader Barbalho (PMDB-PA) permitiu que até a meia-noite pudessem
ser retiradas as assinaturas que apoiaram o requerimento para a CPI. O
presidente se reuniu com todos os ministros para deflagrar a operação
anti-CPI, tentando convencer os parlamentares a retirarem suas assinaturas. Veja
quem retirou sua assinatura:
ARISTON ANDRADE - PFL / BA
AUGUSTO NARDES - PPB / RS
CORNÉLIO RIBEIRO - PSB / RJ
DINO FERNANDES - PSDB / RJ
EUJÁCIO SIMÕES - PL / BA
JOSÉ ALEKSANDRO - PSL / AC
(veja mais em Suplente
estelionatário).
JOÃO EDUARDO DADO - PMDB / SP
JOSÉ EGYDIO - PL / RJ
JOSÉ ÍNDIO - PMDB / SP
JOSUÉ BENGTSON - PTB / PA
LUCIANO BIVAR - PST / PE
LUÍS MOREIRA - PFL / BA
LUISINHO - PST / RJ
OLIVEIRA FILHO - PL / PR
OSVALDO BIOLCHI - PMDB / RS
OSVALDO REIS - PMDB / TO
PAULO MAGALHÃES - PFL / BA
PAULO MARINHO - PFL / MA
ROBERIO ARAÚJO - PL / RR
URSICINO QUEIROZ - PFL / BA
Fonte: Site do
Universo On Line - www.uol.com.br - 11/05/2001
FALSIFICOU VOTAÇÃO
DA CÂMARA:
JOSÉ MARIA COUTO / CE
Presidente da Câmara de Fortaleza (CE), responsável pelo sistema de gravação
em vídeo das votações. Ao requisitarerem a fita do dia em que foi votado a
vergonhosa verba do "auxílio-paletó" (para compra de paletós
para os vereadores), no valor de R$ 13,5 mil, os vereadores da oposição (que não
estavam no dia), constataram que foi feita uma grosseira edição, dando-se a idéia
de que o projeto fora lido e aprovado. Couto, também acusado de falsificar os
documentos da ata, ao ser indagado, disse sorrindo que: "essa fita não
tem valor jurídico".
Fonte: Jornal
Nacional - Rede Globo - 09/06/2001
PRESIDENTE DO
CONSELHO DE... ÉTICA ???:
GILBERTO MESTRINHO - PMDB / AM O
novo presidente do Conselho de Ética, senador Gilberto Mestrinho, foi eleito
sob forte polêmica, e tendo que explicar denúncias de corrupção que existem
contra ele e avisando que não vai levar em conta as acusações ao presidente
do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA). “O conselho não tem nada a ver com o que
ocorreu antes do mandato”, declarou Mestrinho, amigo há 18 anos de Jader, que
poderá vir a ser investigado pelo conselho. Mestrinho, em seu discurso de
posse, classificou como “notícias infundadas” as denúncias de que se
beneficiou de recursos da Sudam. Também rejeitou as acusações de que foi
cassado por corrupção pela revolução de 1964. Em uma clara demonstração de
sua pouca disposição de investigar Jader, Mestrinho, ao ser indagado sobre a
contradição, declarou. “Precisa saber o que vale mais, a palavra de um
caseiro (uma das testemunhas contra Jader) ou do presidente do Senado.”.
Fonte: Site do
Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 27/06/2001
PREFEITO TENTA
SUBORNAR GUARDA DIANTE DAS CÂMERAS:
GENERINO FONTANA / SC Numa
fiscalização que a Polícia Ambiental de Santa Catarina encontrou toras de
araucária (madeira ameaçada de extinção e que seria transformada em palitos
de fósforo!!) no pátio de uma empresa, na cidade de Curitibanos (SC). Para a
surpresa dos policiais, o prefeito Generino, que não é o dono da empresa,
tentou evitar a multa (descobriu-se que as araucárias foram cortadas de uma área
de preservação permanente de uma fazendo do próprio prefeito). O prefeito
solicitou que fosse a um encontro no gabinete da prefeitura, conta um policial.
Uma microcâmera registrou o encontro. O prefeito oferece vantagens ao policial:
"O que é justo, você vai levar. Não vou dizer quanto, mas você
vai". E ameaça: "Se um dia você contar o problema, vou mandar te
chumbear".
Fonte: Jornal
Nacional - Rede Globo - 28/06/2001
FITA COMPROMETE
GOVERNADOR:
JOSÉ IGNÁCIO FERREIRA - PSDB / ES
O laudo da Polícia Federal sobre as fitas que deram origem à CPI da
Propina no Espírito Santo confirma a veracidade das gravações do lobista
Nilton Monteiro. Nelas, aparece um esquema de cobrança de ágios de até 30%
para transferência de créditos do ICMS a empresas. Os envolvidos são pessoas
ligadas ao governador tucano José Ignacio Ferreira.
Fonte: Site do
Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 06/07/2001
PREFEITO "QUEM
QUER ÁGUA":
FRANCISCO ARISTIDES FERREIRA / CE
Prefeito de Lavras da Mangabeira (CE), usou verba do governo destinado para
a construção de açudes no combate à seca. Só que usou o dinheiro para
construir 32 açudes em áreas particulares e em terrenos de parentes, deixando
os munícipes literalmente com "água na boca".
Fonte: Jornal
Nacional - Rede Globo - 28/07/2001
FALTA DE INTERESSE:
ALBERTO FRAGA - PMDB / DF Deputado
e coronel reformado da PM, principal lobista da corporação no Congresso,
elaborou um relatório final para a comissão da Câmara dos Deputados que trata
da reforma do sistema de segurança pública. Este relatório mantém os privilégios
dos oficiais, impede a desmilitarização da Polícia Militar e descarta a
unificação das polícias.
Fonte: Revista Istoé
- 01/08/2001
"CAPO
CAPIXABA":
JOSÉ CARLOS GRATZ - PFL / ES
Dono de um império de jogatina e indiciado pela CPI do Narcotráfico, o
presidente da Assembléia Legislativa do Espírito Santo, está sendo acusado
também de ser o mandante do assassinato de um empresário, sócio de um bingo
no Rio de Janeiro. A Procuradoria da República no Espírito Santo apurou que
ele controla várias casas de bingo como sócio oculto. Gratz, que é acusado de
ser dono de todas as máquinas caça-níqueis no Estado, empossou Edgard Rocha
Filho na presidência da recém-criada Loteria do Estado (Loteres). Uma semana
depois, Edgard publicou uma resolução que liberava a instalação de máquinas
caça-níqueis no Estado, apesar de serem proibidas em todo o Brasil, por
legislação federal.
Fonte: Revista Istoé
- 01/08/2001
A
MINA DO SENADOR:
A estratégia do senador Jader Barbalho -
PMDB-PA (veja mais em "Barbalhidades"), para se
defender das inúmeras acusações de desvio de dinheiro público está
naufragando.
MÁRIO FROTA - PDT / AM Deputado
estadual que foi o coordenador, em Manaus, da Superintendência do
Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), é acusado, inclusive com provas
materiais, de que para terem um projeto aprovado, empresários tinham que pagar
"pedágio". Um ex-assessor diz que foi cobrando propinas que o
deputado fez sua campanha de 1998, e ainda sobrou dinheiro.
JOSÉ ARTHUR GUEDES TOURINHO
Ex-superintendente da Sudam, também acusado de ser um dos beneficiados pelo
esquema, e que "fazia tudo o que o Jader mandava". Tourinho
centralizava os fiscais responsáveis pelo acompanhamento de projetos (e que era
comum esses fiscais saírem do Amazonas carregados de presentes e até de
dinheiro dado pelos donos dos projetos fiscalizados).
Fonte: Revista Istoé
- 01/08/2001
VEREADORES QUE
GOSTAM DE GASTAR DINHEIRO (DO POVO):
ARNALDO DO NASCIMENTO - PTN Vereador
de Guarujá (SP), autor de emenda que alterou a estrutura administrativa e
permitiu, também, a contratação de 42 assessores, dois para cada vereador.
Apenas com os assessores, a Câmara passará a ter uma despesa de R$ 90 mil
mensais, fato que levantou polêmica na Cidade. Ele disse ainda que, antes, a Câmara
gastava 2,8% do orçamento anual e, com a reforma, as despesas chegarão aos
3,06%. Alegou que “o projeto está criando empregos na Cidade”. A população,
porém, parece não compartilhar da visão dos vereadores e também protestaram
contra a reforma, pelo fato de terem sido criados 15 cargos de chefia, para um
total de 51 funcionários, o que representa quase 20% do quadro. Além disso,
instituiu as gratificações que variam de R$ 600 a R$ 1.500, conforme a função.
MARINALDO NENKE SIMÕES - PPS
O vereador irritou-se contra um repórter que fazia a cobertura da sessão.
Nenke não gostou de ser questionado sobre a contratação de novos assessores e
desvirtuando a resposta, perguntou ao jornalista se o seu interesse pelo assunto
seria por pretender uma das vagas criadas pelo projeto.
Fonte: Site do
Jornal A Tribuna (Santos/SP) - www.atribuna.com.br - 05/09/2001
MEU PRIMO, MEU
TESOURO:
Empresários com projetos para serem
aprovados na Sudam eram obrigados a "contribuir" para um esquema de
coleta de propinas. O objetivo: consolidar o domínio político do senador Jader
Barbalho (veja mais em "Barbalhidades"), em Altamira
(Pará).
JOSÉ PRIANTE - PMDB / PA Deputado
federal, primo e braço direito de Jader, era quem comandava, em nome do clã, o
esquema da "coleta".
DOMININGOS JUVENIL - PMDB / PA
Prefeito de Altamira e apadrinhado de Jader. Sua eleição foi financiada
com parte do dinheiro desviado da Sudam.
MARIA AUXILIADORA MARTINS Contadora
que além de cobrar as propinas, e ser a principal intermediária do esquema de
liberação de verbas dentro da Sudam. também alterava os projetos, deixando os
empresários reféns do esquema.
REGIVALDO PEREIRA GALVÃO (TARADÃO)
Um dos agiotas que mais operavam com o esquema.
SILVÉRIO ALBANO FERNANDES
Empresário e um dos responsáveis pela coleta de propina.
WALDECIR MAIA - PMDB Membro
do diretório do PMDB em Altamira, e outro dos integrantes do grupo responsável
pela arrecadação.
RUBENS BARBALHO Primo
de Jader e Priante, outro integrante do grupo.
IRENILDES DO CARMO RODRIGUES (ALEMÃO)
Assessor direto de Rubens Barbalho, e que circulava em Altamira com a missão
de arrecadar propinas.
DANNY GUTZEIT Empresário
conhecido como "Suddany" e um dos principais integrantes do grupo político
de apoio a Jader na região, esteve em Brasília levando pessoas do esquema para
se encontrar com Jader.
JOSÉ SOARES SOBRINHO Empresário
preso pela segunda vez e ligadíssimo ao clã dos Barbalho, e que teria muito a
contar.
Fonte: Revista Istoé
- 12/09/2001
FIM DOS MILAGRES:
FRANCISCO DE ASSIS DE MORAES SOUZA
("MÃO SANTA") - PMDB / PI Na
campanha para o governo do Piauí, para burlar a proibição de personalização
da propaganda dos governos (e usar verbas estaduais em campanhas eleitorais), Mão
Santa divulgou à exaustão, na tevê, programas e projetos de governo como
"Luz Santa", "Sopa na Mão" e "Spa Santo".
Denunciado por crime eleitoral, acabou cassado. Em 1998, ele já havia sido
denunciado pela revista Istoé, pela prática de nepotismo. Empregou a mulher,
filho e irmão no governo, às custas do contribuinte. O TSE já acolheu 9 denúncias
de crime eleitoral contra Mão Santa.
Fonte: Revista Istoé
- 14/11/2001
DESEMBARGADOR:
PAULO TEOTÔNIO COSTA
O desembargado, um dos integrantes do
tribunal responsável por processos no Estado de São Paulo e Mato Grosso do Sul,
é acusado de falsificar documentos para libertar um traficante de drogas que
teve a prisão preventiva decretada pela própria Justiça Federal. Há quatro anos,
um major da PM de Mato Grosso do Sul foi preso, acusado de ser o dono de 237
quilos de cocaína. O primeiro pedido de libertação foi negado por uma
desembargadora do tribunal em São Paulo. Pelas regras processuais, ela é quem
deveria analisar o segundo pedido. Mas esse segundo pedido de habeas corpus
acabou indo parar nas mãos de Teotônio. De acordo com o Ministério Público
Federal, o desembargador alterou documentos do cartório remetendo para ele mesmo
o pedido. Paulo Teotônio Costa acabou concedendo liminar que libertou o major
preso por trafico de cocaína.
O desembargador, que não quis dar
entrevista sobre o assunto, também está sendo investigado por enriquecimento
ilícito. O patrimônio dele seria incompatível com o seu salário.
Fonte: Site do
Jornal Nacional (www.redeglobo.com.br) - Rede Globo - 06/12/2001
JUSTA PUNIÇÃO:
Responsáveis por falsificar uma gravação,
para incriminar um deputado estadual amazonense e adversário político:
JOÃO COELHO BRAGA FILHO (BRAGUINHA)
Subornou um ex-assessor do deputado para este incriminá-lo.
NIVALDO MARINHO Ex-assessor do
deputado acusado, foi subornado com a oferta de casas e muito dinheiro para
imitar a voz do ex-patrão, incriminando-o.
PAUDERNEY AVELINO - PFL / AM
Vice-líder do partido na Câmara, é acusado de ser o mentor do texto lido pelo
ex-assessor.
Fonte: Revista
Istoé - 19/12/2001
O GOVERNADOR DE R$ 150
MILHÕES:
NEWTON CARDOSO Vice-governador de
Minas Gerais, Newtão, como ele é chamado popularmente, é um homem muito rico,
que começou do nada e conseguiu enriquecer ao mesmo tempo que se dedicava à
política. "Tenho uns 70 milhões de reais", ele calcula. "Menos as dívidas",
avisa. Só esse número já o coloca entre os políticos de maior riqueza no Brasil.
Jader Barbalho, que renunciou ao Senado em decorrência das investigações sobre
seu enriquecimento, tem um patrimônio visível que não dá metade disso. Pelas
declarações de rendimentos que entregou ao se candidatar a alguns cargos e das
listas de bens de suas empresas, percebe-se quanto é modesto o vice de Minas
Gerais e como anda ruim sua memória a respeito dos empreendimentos do passado.
Newtão acumula um patrimônio de pelo menos 150 milhões de reais – tomando-se
como data-base a última vez que prestou contas à Receita Federal. Os fatos
apontam que pelo menos 145 milhões de reais entraram nos cofres de Newtão depois
que ele ingressou na vida pública. Ou seja, da primeira eleição para prefeito de
Contagem (MG) até hoje – enquanto ele exercia os cargos de assessor do prefeito
seguinte, deputado federal, prefeito de novo, governador, outra vez deputado
federal, mais uma vez prefeito e finalmente vice-governador, seus negócios se
ampliaram mais de trinta vezes. Em todo esse percurso, apenas por quatro anos
esteve afastado da política. Hoje, Newtão tem 52 fazendas, distribuídas entre 25
municípios em Minas e na Bahia. São 145.000 hectares – quase 8.000 estádios do
Maracanã –, que valem no mínimo 88 milhões de reais. Metade das fazendas está em
nome da Companhia Siderúrgica Pitangui, a Siderpita, que ele adquiriu há seis
anos.
Como Newtão conseguiu impulsionar tão bem
seus negócios pessoais enquanto se entretinha em defender os interesses de seus
eleitores?, perguntam todos os que tomam conhecimento de sua história de
sucesso.
Analistas financeiros acham que um jeito
de enriquecer assim depressa é saber usar informações privilegiadas ou
beneficiar-se de cargos públicos para fazer bons negócios. Falam em tese, é
claro. Num desses momentos em que a condição de político ajudou na vida de
empresário, ele ganhou uma concessão de televisão do então presidente José
Sarney, por ter feito sua parte para auxiliar a aprovar o mandato de cinco anos
na Constituinte de 1988. Logo no segundo ano de seu primeiro mandato foi pedida
sua cassação em Contagem, porque ele teria usado funcionários da prefeitura para
trabalhar num sítio de sua propriedade. Também diziam que ele aplicava dinheiro
público sem autorização da Câmara Municipal e que tinha aprovado um loteamento
em troca de apoio financeiro. Esse processo não foi adiante. Em 1983, voltou a
ser prefeito, depois de uma eleição que lhe deu 92,6% dos votos. Ainda responde
a duas ações judiciais remanescentes desse período. Uma por desapropriar pagando
quase 1.000% acima do preço um terreno que era de seu então chefe de gabinete,
Gil Antônio Diniz, o Teteco. Essa ação está no Tribunal de Justiça desde 1994,
parada. "A maioria das obras que ele fazia era superfaturada e as licitações
eram de cartas marcadas", afirma um ex-deputado, que publicava em primeira mão –
antes de serem abertas as propostas – os resultados de concorrências do
Departamento de Estradas de Rodagem de Minas. Assim demonstrava fraudes. Essas e
outras denúncias deram num processo de impeachment na Assembléia Legislativa,
mas o governador se saiu muito bem. "Eu nunca temi ser afastado, pois tenho o
nome da maioria dos deputados no canhoto de meu cheque", disse na ocasião,
comemorando a vitória.
Em 1997, outra vez prefeito de Contagem,
Newtão mandou pagar indenização de 6 milhões de reais à empresa Road, referente
à desapropriação de um terreno que havia ocorrido seis anos antes. O
beneficiário era Teteco – e Newtão diz que apenas cumpria decisão judicial. O
vereador Teteco aparece, no passado, como sócio em vários empreendimentos do
hoje vice-governador. Há três anos, ele transferiu um dos braços da empresa Road,
para uma das holdings de Newtão. A empresa, que está avaliada em 1,5 milhão de
reais, é dirigida atualmente pela mulher de Newtão, a deputada federal Maria
Lúcia Cardoso.
Fonte: Site da
Revista Veja - www.veja.com.br - 19/12/2001
FILHO DE DESEMBARGADOR
"AUMENTA" SEU SALÁRIO NO TJ:
BRUNO MINERVINO Em menos de um
mês, o filho do presidente do Tribunal de Justiça de Brasília, Bruno Minervino,
conseguiu aumentar em cinco vezes o seu salário no tribunal. Ele deveria receber
R$ 1,3 mil como um dos aprovados no concurso público, de nível médio, para a
vaga de técnico judiciário na área de segurança. Mas não foi isso o que ocorreu
e hoje Bruno recebe R$ 6,6 mil como dentista do tribunal. Ele foi um dos últimos
selecionados no concurso para a vaga de segurança, que exigia o 2º grau. Ficou
em 65º lugar no processo de seleção realizado pela Universidade de Brasília, dia
10 de agosto. De acordo com o jornal Correio Braziliense, Bruno Minervino foi
designado para a função de assessor do secretário-geral do tribunal, Leodito
Faria.
EDMUNDO MINERVINO Ele afirma que,
como concursado, seu filho pode ocupar qualquer cargo de confiança, desde que
tenha qualificação. Bruno é dentista e tem mestrado em Ortodontia. O
desembargador não justifica o desvio da função e a intrigada operação que
garantiu a Bruno ocupar um cargo de nível superior. A portaria que o promoveu a
um cargo de confiança foi assinada pelo vice-presidente do TJ, desembargador
José Campos do Amaral, no exercício da presidência. Não se sabe porque o próprio
Edmundo não assinou o ato. O Diário de Justiça do mesmo dia, traz outras
portarias assinadas por ele. Logo após ser investido no cargo de confiança,
Bruno foi remanejado para o Serviço Odontológico. Ele já havia exercido a função
antes, mas teve de deixá-la por ser filho do desembargador, em 1996, quando foi
aprovada a lei que proíbe o nepotismo no Judiciário. Parentes de juízes e
desembargadores só podem assumir cargos nos tribunais se forem aprovados em
concursos públicos. No caso, Bruno teria de passar em concurso específico para o
setor, de nível superior. Ele teria de disputar as quatro vagas existentes no
tribunal, uma das quais está aberta, com profissionais do ramo. Há outra
suspeita de favorecimento ao filho do presidente do TJ-DF. O edital do concurso
previa apenas 12 vagas para a área de Segurança e Transporte. Bruno Minervino,
com a sua 65º colocação, estaria fora. Só que o número de vagas foi ampliado
após a realização do concurso. O tribunal alegou que foi obrigado pelo Tribunal
de Contas da União (TCU) a cancelar o contrato com empresas particulares de
segurança. A exigência obrigou a substituir os funcionários terceirizados por
concursados, o que justificaria a ampliação tardia do número de vagas do
concurso público.
Fonte: Site do
Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 13/02/2002
BALCÃO DE NEGÓCIOS NA
JUSTIÇA:
ANTÔNIO IVAN ATHIÉ
FRANCISCO PIZZOLANTE
JOSÉ RICARDO DE SIQUEIRA REGUEIRA
Uma rede de amigos formada por juízes de
2ª instância, advogados e burocratas públicos que age nas sombras do Tribunal
Regional Federal da 2 Região (TRF-2), no Rio, favorecida pelas brechas legais,
pelo excesso de poder e pelas falhas na estrutura de defesa do setor público.
Liminares trancam ações e livram os acusados da prisão, sentenças duvidosas em
causas milionárias e manobras processuais que desprezam a lei em favor de
interesses. Só num processo, os autores conseguiram validar R$ 1,3 bilhão em
apólices do império para a quitação de débitos com o INSS. Enquanto o credor
comum da União leva anos para receber o que o Estado lhe deve, há processos em
que o juiz deu prazo de 24 horas para a Caixa Econômica Federal depositar R$ 3,2
milhões da conta de um advogado, em saques de FGTS de seus clientes, sem direito
a contestação. No exame dos processos que constam do inquérito, um advogado
capixaba que trabalha em Vitória, onde Antônio Ivan Athié foi juiz por 12 anos,
destaca-se como favorecido em decisões que envolveram cifras elevadas. Há mais
de um ano, liminares concedidas pelo juiz Pizzolante impedem o andamento de um
processo e interrogatório, em que o réu é parte interessada ainda em 18 agravos,
um mandado de segurança, quatro hábeas-corpus, 14 apelações cíveis e um recurso
criminal no TRF-2.
JOSÉ FRANCISCO FRANCO DA SILVA
OLIVEIRA Advogado piauiense, que tem escritório no Rio, também está sendo
investigado. Ele já é alvo de dois inquéritos na Polícia Federal. Campeão de
vitórias na Justiça contra o governo federal, principalmente em saques de FGTS,
Franco é investigado pela polícia desde 1993 por suspeita de tráfico de
influência. Seu nome aparece no inquérito que investiga as circunstâncias em que
cerca de 2.500 pessoas foram admitidas como autores na mesma causa, quando já
havia medida liminar concedida na 20 Vara Federal para o desbloqueio dos saldos
do fundo. O nome do advogado apareceu em gravações, autorizadas judicialmente,
de conversas telefônicas do banqueiro foragido Alberto Cacciola, que em
depoimento na Justiça Federal, teria lhe pedido dinheiro em troca de facilidades
no TRF. Na época, o ex-banqueiro queria anular a busca e apreensão de documentos
feita pela polícia em sua casa. Em livro escrito na Itália, o ex-banqueiro dá
detalhes sobre a proposta, que, segundo ele, variava de US$ 100 mil a US$ 600
mil, dependendo do tipo de decisão.
BELINE SALLES RAMOS Especialista
em defender sonegadores, o tributarista sofreu uma fiscalização da Receita
Federal que constatou o correspondente a R$ 2,4 milhões em patrimônio a
descoberto. Ele pagou metade do valor e está contestando até hoje a outra
metade. Beline, cujo nome aparece como advogado na maioria dos processos do
Espírito Santo sob suspeita, divide o tempo entre os corredores da Justiça e os
templos. Evangélico, ele fundou a própria igreja (Igreja Unidade e Corpo de
Cristo) e recentemente foi visto anunciando a fiéis da Igreja Evangélica Batista
de Vitória uma doação de cinco templos, cinco casas, um terreno na Praia do
Canto, bairro nobre de Vitória, e uma mansão no balneário de Jacaraípe,
município de Serra, cujo valor total chegaria a R$ 6 milhões.
Fonte: Site do
Jornal O Globo - http://oglobo.globo.com - 11/03/2002
A CANDIDATA QUE VIROU PÓ:
ROSEANA SARNEY - PFL / MA
Ex-governadora do Maranhão, filha de um ex-governador maranhense e ex-presidente
da República que domina a política local há quatro décadas e dispõe da mais
poderosa máquina de comunicação do Estado, que se estende aos campos da
televisão, do rádio e do jornal.
JORGE MURAD Marido de Roseana,
atua nos bastidores do poder desde que o sogro foi presidente da República. Foi
nomeado pela mulher, uma espécie de supersecretário de Estado, com o domínio da
quase totalidade das verbas públicas. Murad se meteu em muitos negócios, seus
amigos e parentes eram prestadores de serviços ao governo e as autoridades
suspeitam que ele possa ter se envolvido com as fraudes da Sudam. O casal sempre
se comportou com tranqüilidade olímpica em relação ao que pensariam disso os
maranhenses, bombardeados com a cobertura favorável ao governo por parte dos
órgãos de comunicação da família. Numa batida autorizada pela Justiça, foi
encontrado 1,34 milhão de reais no cofre da Lunus, empresa de Jorge Murad em
associação com a esposa, Roseana, além de vários documentos comprometedores. O
casal arranjou sete versões para explicar a origem do dinheiro, e cada uma se
despedaçou horas depois da divulgação. Durante mais de um mês apresentaram suas
explicações como se bastasse ter um documento qualquer assinado por alguém para
justificar qualquer coisa. Primeiro, o dinheiro era da própria empresa Lunus.
Depois, pertenceria a outra companhia e estava apenas guardado no cofre da Lunus.
Em seguida, seria reserva financeira para comprar madeira de construção. E, mais
adiante, já se transformaria em resultado da venda de chalés numa praia de
turismo. Como nenhuma versão mereceu crédito, saiu a oitava: A dinheirama,
conforme a explicação dos advogados de Jorge Murad e Roseana Sarney, teria sido
doada à campanha presidencial da candidata. Detalhe: todos os doadores eram
parentes da família ou pessoas ligadas ao pai de Roseana, por laços políticos.
Essa ninguém engoliu. Até mesmo setores do PFL receberam o documento com
desconfiança. A tentativa de convencer o país com uma história tão frágil
funcionou contra seus arquitetos.
Agora, sem que nada se tenha esclarecido,
Murad voltou ao poder, no posto de secretário de Estado. Ele tem novamente foro
privilegiado e, no caso de um eventual processo, poderá responder ao Tribunal
Regional Federal, com sede em Brasília, e não à Justiça Federal do Tocantins. Na
sexta-feira, Murad foi nomeado secretário de Ciência e Tecnologia pelo
governador José Reinaldo Careiro Tavares, que assumiu o cargo depois que
Roseana renunciou para concorrer à presidência da República. A estratégia é mais
uma tentativa dos advogados do casal de retirar da Justiça do Tocantins as
investigações sobre o dinheiro apreendido na Lunus.Tanto Murad quanto Roseana
são citados no processo que investiga desvio de recursos da Sudam. Como os dois
estão envolvidos na mesma investigação, o inquérito, que deveria voltar a correr
em Palmas, pode ser transferido para o TRF. Seu retorno ao governo teve um
objetivo escancarado: recuperar o direito de ser processado por tribunal
superior, regalia dada a ocupantes de cargos como o seu. Uma investigação
revelou que a participação de Murad no caso Usimar, a megafraude que previa a
liberação de 1,38 bilhão de reais em recursos públicos para montar uma indústria
de autopeças no Maranhão, foi mais intensa do que se sabia até agora. A Polícia
Federal apreendeu na Lunus um fax enviado a Murad por um funcionário da Sudam,
avisando de que um auditor da Receita Federal estava prestes a ganhar um assento
no conselho da Sudam no Maranhão, e ressalta que isso não era bom sinal. O tal
auditor já trabalhara no Amazonas, onde sua atuação honesta chegou a atrapalhar
a execução de certos trambiques, obstáculo só removido com a intervenção do
governador do Estado, Amazonino Mendes. Roseana e Murad informaram que o
dinheiro é resultado da doação espontânea de nove pessoas físicas. Na hora de
identificar os doadores, descobriu-se que a lista era caseira. Fernando Sarney,
o irmão de Roseana responsável pela administração dos negócios da família,
aparece contribuindo com 150.000 reais. Dois tios de Murad deram 100.000 reais
cada um. Um irmão de Murad que hoje mora nos Estados Unidos, também compareceu
com 100.000 reais. O próprio Jorge Murad, sem o conhecimento de sua mulher, doou
200.000 reais. João Claudino, dono de um conglomerado de dezesseis empresas,
inclusive da construtora Sucesso, uma das mais ativas nas obras públicas do
Maranhão, é o campeão da lista, com 300.000 reais. A história é um espanto por
seus furos óbvios. Por que todos os doadores acharam que o cofre da Lunus, uma
empresa instalada num prédio onde a vigilância é amadora, era mais seguro que o
cofre de um banco? Por que Murad, em vez de ir sacando o dinheiro conforme as
necessidades de campanha, preferiu pegar a bolada de 200.000 reais em dinheiro
vivo e metê-la num cofre? Por que o PFL não doou nada? Afinal, neste ano o
partido tem 17 milhões de reais do fundo partidário.
Fonte: Site da
Revista Veja - www.veja.com.br - 08/04/2002 e 17/04/2002
ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO:
Com uma câmera escondida, um repórter da
Rede Globo, durante 30 dias, fazendo-se passar por um substituto do secretário
de gabinete da Prefeitura de São Gonçalo (RJ), gravou escandalosas cenas de
tentativa de suborno e corrupção:
RICARDO CASTOR Vereador, que
oficialmente faz oposição ao prefeito, "pediu" R$ 30 mil por mês para parar com
as críticas à Prefeitura.
MIGUEL NOGUEIRA Advogado do
vereador Ricardo Castor e ex-funcionário da Prefeitura, intermediava a
chantagem.
GERALDO CUNHA Ex-presidente da
Câmara, além de oferecer uma comissão, caso conseguisse a concessão de um
estacionamento, assumiu que quando presidia a Câmara, aumentou o salário dos
assessores parlamentares, para poder assim "sobrar mais dinheiro para ele e os
colegas vereadores".
MIGUEL MACEDO Empresário,
ofereceu comissões sobre contratos que conseguisse com a Prefeitura (além de
explicar como fariam para montar concorrências públicas "amarradas", ou seja,
feitas para que a empresa dele ganhasse).
GIOVANI GENTA Representante da
Adter, uma administradora de terminais rodoviários, ofereceu uma "porcentagem"
caso conseguisse o contrato de administração dos estacionamentos da cidade.
Fonte: Fantástico -
Rede Globo - 21/04/2002
ABUSO DE PODER:
VICTOR RODRIGUES - PSB / RJ Foi
num clube de forró, em Belford Roxo (RJ), que o vereador e policia militar
licenciado, Victor Rodrigues tentou entrar à força. Segundo os seguranças, ele
se recusou a pagar R$ 4 e a deixar na portaria a arma que carregava. As câmeras
de circuito interno mostram o vereador jogando o carro contra o portão do
estacionamento. Depois da batida, ele entra. De bermuda, camiseta e lenço na
cabeça, ele exibe a pistola na entrada para o salão. Discute e empurra o
funcionário que segura a roleta. Em seguida, dá duas coronhadas na mão dele. E
um soco no rosto. "Ele dizia que era parlamentar, que ele queria entrar, que
tinha imunidade pra entrar armado em qualquer lugar, qualquer recinto".
Policiais militares, chamados pela segurança, chegam e apenas conversam com o
vereador. No estacionamento, ele foi avisado por um funcionário que o carro dele
estava mal parado. Foi o que bastou. "...Foi quando ele puxou, me agarrou pela
camisa e botou a pistola na minha boca e perguntou se tava bom", contou o
funcionário. Na câmara municipal, ele negou as agressões: "Em momento algum eu
puxei a minha arma pra afrontar alguém, a minha arma estava na cintura e eu só
tirei a minha arma da cintura pra acautelar". Mesmo informado que as cenas foram
gravadas, continuou negando: "Eu não fiz em momento algum esse tipo de
coisa...".
Fonte: Jornal
Nacional - Rede Globo - 03/05/2002
PREFEITO CONDENADO
ADMINISTRA MUNICÍPIO DA CADEIA:
JOSÉ REZENDE DA SILVA (ZÉ GUIA)
Prefeito de Juscimeira, no Mato Grosso, está administrando num gabinete
improvisado na prisão. No ano passado, José Rezende da Silva, o Zé Guia, como é
conhecido, foi condenado a 12 anos de prisão pelo assassinato de um agricultor
em 1993. Depois de preso, há duas semanas, a Câmara de Vereadores o declarou
impedido e deu posse ao vice, que demitiu funcionários, iniciou uma auditoria
nas contas do município, mas logo foi afastado da prefeitura por uma liminar. A
condenação do prefeito prevê a perda do mandato. Ele tem direito de recorrer da
decisão. Enquanto isso não acontece, ele continua no cargo e vai ter que
administrar a cidade da delegacia.
Fonte: Jornal
Nacional - Rede Globo - 07/05/2002
VEREADORES SÃO PRESOS POR
PECULATO:
MARCOS HENRIQUE OSTI - PT / SP
CÁSSIO APARECIDO PEREIRA - PSDB / SP
Vereadores de Guariba, na região de Ribeirão Preto (SP), foram presos
preventivamente, acusados de uso irregular do dinheiro público (peculato) na
legislatura anterior (1997 e 2000). Marcos Henrique Osti, que é o atual
presidente da Câmara, e Cássio Aparecido Pereira estão isolados numa cela
especial da cadeia da cidade. O promotor entrou com ações civil e criminal
contra mais 13 vereadores e dois funcionários. Segundo documentos que comprovam,
todos teriam usado, indevidamente, o carro oficial da Câmara para fins
particulares, para ir a festas, casamentos, bailes e até em viagens para
participações em concursos de moda e de canários. Além disso, carros
particulares teriam sido abastecidos com dinheiro público e despesas em
choperias, restaurantes e bares foram custeadas pelo município.
Fonte: Site do
Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 14/05/2002
JUÍZ LIBEROU ASSASSINO
CONFESSO:
LUIZ FERNANDO CAMARGO DE BARROS VIDAL
O corpo de um garoto foi encontrado em um terreno abandonado. Ele tinha sido
violentado e espancado até a morte. Antônio Carlos, o assassino confessou
o crime em detalhes. A morte chocou o calmo e tradicional bairro da Moóca, na
zona leste de São Paulo. A alegação do juiz Luiz Fernando, do 1º Tribunal do
Júri da capital paulista, é que o assassino só foi preso cinco dias depois do
crime e, por isso, não havia mais flagrante. Para a promotora, que quer a prisão
preventiva do assassino, o juiz tenta justificar o injustificável. A decisão de
libertar Antônio Carlos revoltou os moradores do bairro. Os avós do garoto
consideram-se reféns do assassino, que já foi visto na rua onde raptou Bruno.
Fonte: Jornal da
Band - Rede Bandeirantes - 17/05/2002
DEPUTADO COM US$ 15
MILHÕES EM PARAÍSO FISCAL :
HENRIQUE EDUARDO ALVES - PMDB /
RN
A revista Istoé trouxe uma forte denúncia contra o
deputado, com o nome mais cotado entre os líderes do PMDB e PSDB para ocupar a
vaga de vice na chapa para a presidência. A partir de documentos que fazem parte
do processo de separação litigiosa de Alves e de sua ex-mulher, Istoé afirma que
Alves tem contas bancárias no exterior que possuem um saldo superior a US$ 15
milhões. Essas contas não fariam parte das
declarações de Imposto de Renda de Alves. Embora a revista diga, em sua capa,
que a ex-mulher tenha revelado a denúncia, esta não deu declarações para a
Istoé. Na reportagem intitulada "Um vice riquinho", a revista reproduz um
extrato de cartão de crédito com gastos no exterior e no Brasil e um extrato de
uma conta na Ilhas Jersey. A ex-mulher de Alves entregou a seus advogados
extratos bancários, contas telefônicas, comprovantes de despesas de cartão de
crédito e bilhetes. Em um depoimento que consta deste processo, Mônica afirmou
que o deputado teria contas em, no mínimo, três paraísos fiscais. Alves ainda
teria uma conta no Lloyd´s Bank em Miami. Istoé afirma que nenhuma dessas contas
consta nas últimas quatro declarações de Imposto de Renda do deputado. Segundo a
revista, desde 97, Alves declara ter rendimentos anuais médios de R$ 240 mil
brutos. Rendimentos incompatíveis, ainda de acordo com a Istoé com a
movimentação financeira da conta em Jersey (a revista dá o número desta conta)
que seria usada pelo deputado para quitar as despesas de um cartão de crédito
American Express, emitido no exterior e sem limite de gasto. Ainda segundo os
documentos do processo judicial, Mônica teria dito que Alves teria deixado de
incluir em seu patrimônio "diversos bens imóveis, empresas", além de ter
comprado "vasto patrimônio em nome de terceiros". Alarmado com o poder de fogo
dos papéis reunidos pela ex-mulher, Alves teria proposto, segundo a revista, um
acordo com a ex-mulher em outubro de 2001 que foi aceito por ela, mas vetado
pelo pai do deputado, Aluízio Alves. Há um mês, já de olho no posto de vice de
Serra, Alves ofereceu um novo acordo e teria conseguido a discrição da
ex-mulher. Em contrapartida, Istoé revela que Mônica é funcionária fantasma do
Congresso, recebendo R$ 3,4 mil como secretária parlamentar no gabinete do
deputado Leur Lomanto (PMDB-BA).
Fonte: Site do
Jornal O Estado de S. Paulo - www.estadao.com.br - 17/05/2002
JUÍZA DIZ QUE PAIS NÃO
PODEM CRIAR CRIANÇA POR SEREM ANALFABETOS:
SOLANGE MARIA S. DE MORAIS “Ficar
nove meses com uma criança no seu ventre, criar para ter um filho e ter que dar
para uma pessoa que não sabe o que é ser mãe?”, desabafa a mãe. “Por que esse
juízes, entre eles, não pegam o filho do outro e dão um para o outro?”, pergunta
o pai. A criança tinha um ano quando foi morar com a mãe, na casa dos primos.
Separada do marido, a mãe morou na casa dos primos até arrumar emprego. A partir
daí, a mãe e a filha se viam nos fins de semana até os pais fazeram as pazes e
voltaram a morar juntos. A mãe quis pegar a filha de volta, mas teve uma
surpresa. A mulher do primo, Solange, tinha conseguido a guarda da garotinha. Os
pais da criança não se conformam e acusam: houve corporativismo dos juízes em
favor de Solange que é vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho do
Amazonas. “Ela tem uma influência muito grande, tanto ela quanto o marido. Ela
corre os quatro cantos desse Amazonas pedindo ajuda de desembargador, de juiz,
de promotor, de presidente de tribunal. Quando eu chego nas salas dessas
pessoas, ela já chegou primeiro do que eu”, diz a mãe. A criança chora muito
quando tem que se afastar da mãe. Mas os gritos da menina não resolvem o
problema. Numa ocasião, a mãe estava amamentado a criança no peito, na portaria
do prédio da juíza. Três testemunhas viram a juíza descer nervosa, arrancar as
roupas da menina, e passar no corpo dela um líquido branco, que seria álcool.
“Ela rasgou a roupa da menina, tirou do corpo, jogou a roupa, passou álcool na
criança. É um absurdo, você como mãe ter que presenciar isso e não poder fazer
nada”, reclama Lucinara.
A cada 15 dias a justiça autoriza que os
pais passem um fim de semana com a menina. A felicidade da família começa na
sexta-feira à noite quando a mãe vai buscar a criança na casa da juíza. E
termina em desespero no domingo à tarde. Quando percebe que vai trocar de roupa.
“Eu não quero ir para casa da Solange! Eu não quero ir!”, chora aflita.
Na portaria do prédio da juíza, faz um
confissão à mãe: “Tô nervosa”. Não
é difícil perceber que o que sente pela juíza é temor. A juíza chega, não
cumprimenta. A menina tem de trocar o colo pela mão e vai caminhando para o
apartamento onde a justiça a manda ficar longe dos pais.
Perguntada sobre o futuro da menina, a
juíza Solange afirma que vai ser melhor se ela viver com ela. “Com certeza,
porque eles são dois analfabetos. O que eles podem oferecer pra ela?”, diz a
juíza. O repórter pediu uma
entrevista à juíza sobre as atividades do Tribunal Regional do Trabalho. A juíza
atende a equipe e está falando sobre o número de processos, quando o assunto
muda. Surpreendida, ela fala por 25 minutos. “Acho que se eu entregar a menina,
uma menina que eu tomo conta, que eu vejo, e que eu sei o ambiente que ela vai
ser criada... Se eu entrego e não luto para tirá-la disso, é uma maldade”, diz a
juíza. Quando a entrevista
termina, a juíza Solange pensa que a câmera foi desligada. “Agora, é o seguinte:
eu não autorizo esta entrevista no ar”. Sem saber que continuava filmada, manda
que o caso seja esquecido. “Se colocar no ar... Não é ameaça, não. Aí eu uso a
minha função de juiz. Juiz não ameaça, juiz faz mesmo”, fala Solange.
Em virtude de liminar concedida pela
Justiça do Amazonas, a Rede Globo não pôde, nesta reportagem, divulgar
informações sobre o processo que envolve a menina.
Fonte: Fantástico -
Rede Globo - 19/05/2002
FORO PRIVILEGIADO PARA
POLÍTICOS SE DEFENDEREM DE CRIMES:
BONIFÁCIO DE ANDRADA - PSDB / MG
Deputado, auutor do projeto 6.295.
ANDRÉ BENASSI - PSDB/ SP
Deputado, autor do substitutivo.
Ambos foram buscar na redação de um
decreto-lei de 1941, uma brecha para restabelecer o foro privilegiado no caso de
ação penal e criar o benefício no caso de improbidade. A diferença dos dois
textos, o do projeto original e o do substitutivo, é que Benassi estendeu o
benefício aos acusados em processos abertos com base na Lei da Improbidade
Administrativa - principal instrumento do Ministée;rio Público para submeter à
Justiça agentes políticos e servidores envolvidos em atos lesivos ao erário,
fraudes e desvios de recursos públicos. O artigo 84 passa a ter a seguinte
redação: "A competência pela prerrogativa de função é do Supremo Tribunal
Federal, do Superior Tribunal de Justiça, dos Tribunais Regionais Federais e
Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, relativamente às pessoas
que devam responder perante eles por crimes comuns e de responsabilidade." A
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou o foro privilegiado
para autoridades no exercício de função ou mandato e também para ex-ocupantes de
cargos públicos - presidente, ministros, governadores, senadores deputados,
prefeitos e magistrados. O benefício especial, iniciativa de parlamentares do
PSDB, alcança investigados por crimes comuns e de responsabilidade e é extensivo
aos atos de improbidade administrativa, prevalecendo até mesmo se o inquérito ou
a ação judicial tiver início após o término do exercício da função. Processos de
natureza criminal e civil migrarão da primeira instância do Judiciário para
tribunais superiores.
Fonte: Site do
Estado de S. Paulo - www.estado.com.br - 07/07/2002
PODER DOS ELEITORES:
ANTONIO BUZZÁ A prefeitura de
Ribeirão Bonito (SP) pagava por uma tonelada de carne por mês para uma creche,
mas as 65 crianças passavam fome. Um empreiteiro confessou que recebia
mensalmente do prefeito Antonio Buzzá mais de R$ 7 mil por obras que não fazia.
O prefeito tinha comprado 117 mil litros de gasolina num posto a 120 quilômetros
da cidade - quando havia um posto a poucos metros da prefeitura, com preço
menor. O rombo no Orçamento da prefeitura era de R$ 1,7 milhão. O dinheiro,
segundo as denúncias, ia parar no bolso do prefeito. Os cidadãos honestos da
cidade decidiriam por um fim na roubalheira.
Uma cozinha, nos fundos de uma loja,
virou Q.G dos moradores rebeldes. Funcionários da prefeitura trabalhavam como
agentes secretos, trazendo informações. Foram surgindo provas. Notas fiscais
falsas. Endereços fictícios. Largas quantias pagas a empresas que não existiam.
Entre as falcatruas, uma descoberta. Parentes dos cidadãos honestos também
estavam envolvidos na corrupção. As famílias enfrentaram discussões dolorosas.
"Mesmo amando, gostando das pessoas, a gente tem que dizer que lado ela está.
Seríamos omissos moralmente se não tomássemos uma decisão". Mesmo quem votou no
prefeito decidiu pedir a saída dele. "Cheguei na frente do clube, eu e minha
irmã, mais três pessoas. Aí o pessoal começou a juntar em volta da gente, aí nós
começamos a instigá-los: vamos gente, como vocês vão ficar de braços cruzado,
olha a situação da nossa cidade, cada dia que passa a corrupção está levando a
merenda da nossa, Aí o pessoal começou a se juntar a nós. E realmente fizemos
esse panelaço, começamos em duas, terminamos em mais de 300 pessoas", conta uma
dentista. A câmara dos vereadores criou uma comissão de investigação. O prefeito
tentou evitar o impeachment, renunciando. Não adiantou. Buzzá teve os direitos
políticos cassados e a prisão decretada. Os honestos venceram.
Fonte: Jornal
Nacional - Rede Globo - 05/08/2002
A HISTÓRIA QUE SE REPETE:
JOSÉ CARLOS DE CASTRO MARTINEZ - PTB /
PR O caso do deputado federal, cuja fortuna, segundo um processo, cresceu
de 100 mil reais em 1990 para 30 milhões no ano seguinte, é muito mais cabeludo.
Sua renúncia ao comando da campanha presidencial da Frente Trabalhista aconteceu
depois da exposição pública de suas obscuras relações financeiras com Paulo
Cesar Farias, o PC, célebre tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor. Uma
investigação da Receita Federal concluiu que Martinez forjou ter recebido um
empréstimo de cerca de 10 milhões de dólares de PC Farias para comprar a TV
Corcovado, em 1991 – e também forjou a venda de uma fazenda na Amazônia para
simular que havia saldado o empréstimo. A revelação provocou suspeitas de que
Martinez, na verdade, era sócio oculto de PC. VEJA teve acesso a um conjunto de
documentos – depoimentos, cheques, bilhetes – mostrando que as relações de
Martinez com PC Farias, estreitadas no início dos anos 90, foram muito além de
um empréstimo fraudado e desaguaram numa rede de negócios nebulosos. Um
depoimento tomado por auditores da Receita diz que PC Farias "era sócio oculto
de José Carlos Martinez na rede de televisão OM", conglomerado que, mais tarde,
seria rebatizado de CNT. Diz o depoimento que "PC Farias representava o
presidente da República na época, Fernando Collor". Em seguida, detalha as cotas
de cada um: "O porcentual de participação na rede de televisão de PC era de 70%
e o de Martinez era de 30%. Essa participação foi feita através de contrato
particular entre as partes". O episódio deixa a impressão de que, para a Frente
Trabalhista não importava tanto a biografia de Martinez. Ao que parece, o
problema estaria muito mais na divulgação dessa biografia. Martinez saiu do
comando central da campanha, mas permanecia atrelado ao grupo criado em torno da
campanha. Em sua conversa com os auditores da Receita Federal, diz que PC e
Martinez trabalhavam juntos na intermediação de verba pública. PC, com sua
influência sobre órgãos públicos, conseguiria as verbas oficiais. Martinez as
intermediaria, embolsando comissão. No rastro das investigações, descobriu-se
que o deputado tinha duas contas bancárias no exterior, e que não apareciam em
suas declarações de renda.
Fonte: Site da
Revista Veja - www.veja.com.br - 07/08/2002
ACUSADOS DE DESVIO DE
DINHEIRO FORAM AVISADOS:
SIQUEIRA CAMPOS
JAIRON BARROS NEVES Um documento
mostra que acusados de desvio de dinheiro público no Tocantins foram avisados
com antecedência sobre uma operação da Polícia Federal. Em telefonema gravado
pela polícia, um dos acusados diz que o aviso teria partido do governador do
estado, Siqueira Campos. Foi uma super operação: 120 homens para fazer
apreensões em 28 empresas de três estados e no Distrito Federal. Não encontraram
nenhuma prova. Na mandado de prisão preventiva de seis acusados, o juiz da
Justiça Federal do Tocantins, escreveu: "... Eles foram avisados, no dia
anterior às buscas, pelo governador do estado e se incumbiram de levar ao
conhecimento dos demais investigados". Um dos presos, o empreiteiro Jairon
Barros Neves é suspeito de ser um dos chefes do esquema de desvio de dinheiro de
emendas parlamentares e convênios destinados ao Tocantins. O telefone dele
estava grampeado pela Polícia Federal. Em um telefonema, segundo o mandado, ele
avisa outro acusado: "Dá uma ligada pro Ferreira, pro Mário, vai ter uma
operação amanhã da Polícia Federal em 28 empresas, então é bom dar uma checada
em algum canhoto de cheque, tirar de lá algum registro de computador,
entendeu?". Para outro acusado, ele teria dito: "O governador ligou e informou,
entendeu?". Há dois anos, a Polícia Federal, com autorização da justiça, grava
as ligações de mais de 200 pessoas: empreiteiros, funcionários de prefeituras,
assessores de parlamentares federais. Segundo as gravações, os acusados ficariam
com boa parte do dinheiro destinado, por exemplo, a construção de casas
populares, saneamento e estradas. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União
identificou desvio de quase R$ 60 milhões na pavimentação de cinco estradas.
Numa delas, o superfaturamento médio foi de 117%. Para construir a estrada,
segundo o orçamento, era preciso derrubar 13 árvores. Mas o Governo Federal
pagou por 35.670 árvores. Segundo o auditor, seria a floresta mais densa do
planeta. Segundo o secretário de comunicação do Tocantins, Sebastião Vieira de
Melo, o governador Siqueira Campos não avisou ninguém da operação. Esta noite,
em Brasília, o desembargador Cândido Ribeiro, do Tribunal Regional Federal,
mandou suspender o processo até que o tribunal julgue se um dos suspeitos, que é
secretário do governo do Tocantins, tem direito a foro privilegiado. O
desembargador também concedeu habeas-corpus para um outro acusado preso no
Tocantins.
Fonte: Jornal
Nacional - Rede Globo - 30/10/2002
ENÉAS TENTA EXPLICAR
DOAÇÕES E SE COMPLICA:
ENÉAS FERREIRA CARNEIRO - PRONA
HAVANIR NIMITZ - PRONA O
presidente nacional do Prona e deputado federal eleito Enéas, disse ontem que é
prática do partido solicitar a filiados que queiram se candidatar que “colaborem
financeiramente”, adquirindo cartilhas assinadas por ele. “Uma venda
empresarial”, diz. De acordo com ele, o dinheiro arrecadado com a venda dos
livretos – chamados por ele de “cartilhas de doutrinação” – não entra na conta
do Prona, mas sim na da Enéas Ferreira Carneiro Editora Ltda., de sua
propriedade. Essa conta seria uma das fontes de recursos para sua conta bancária
pessoal, explicou Enéas. Desta última, “conforme a necessidade”, segundo afirmou
Enéas, parte dos recursos pode ser repassada para a conta do Prona, para
financiamento de campanhas. “Não tenho nada a esconder, é tudo feito
absolutamente às claras e declarado ao fisco”, disse. No entanto, o Ministério
Público não descarta uma investigação contra o deputado eleito. Se as doações
forem arrecadadas para fins partidários, não podem ir para outras contas antes
de constar como doações partidárias. Na ficha de prestação de contas enviada
pelo Prona ao TRE, no entanto, não aparece nenhuma movimentação financeira do
partido, na campanha. Apenas na do candidato constam doações.
Ao lado da vereadora e deputada estadual
eleita Havanir Nimitz, Enéas concedeu uma entrevista coletiva para explicar as
denúncias, veiculadas anteontem pela Rede Globo, de que o Prona exige dinheiro
em troca de legenda para os interessados em disputar eleições. Em gravações
feitas por um microempresário, Havanir aparece pedindo contribuição de R$ 5 mil
caso ele quisesse ser candidato. “Percebam quão ignominiosa é essa tentativa de
desmoralizar a maior votação da história”, pediu Enéas. Segundo Enéas, os
pedidos de contribuição não são impostos.
Fonte: Site do
Jornal da Tarde - www.jt.com.br - 14/11/2002
DEPUTADO TEM 400 HORAS DE
ESCUTA FEITA PELA POLÍCIA FEDERAL:
PINHEIRO LANDIM - Sem Partido / CE
O deputado federal do Ceará, que renunciou hoje ao mandato (evitando assim,
uma cassação, podendo então assumir o próximo mandato, já que foi reeleito), tem
400 horas de escuta telefônica gravada pela Polícia Federal como parte das
investigações sobre seu envolvimento com traficantes. Landim é acusado de
negociar habeas corpus para traficantes e de participação em esquemas de
tráfico. Leonardo Dias Mendonça, acusado de liderar uma quadrilha de cocaína,
foi um dos "grampeados" pela PF em conversas com Landim. Em um desses diálogo,
Landim afirma ter recebido R$ 337 mil para obter habeas corpus no Tribunal
Regional Federal, em Brasília, para tirar Mendonça da prisão. O Supremo Tribunal
Federal autorizou quebra de sigilos bancário e fiscal de funcionários e pessoas
próximas ao deputado citadas em relatório da PF. Entre eles, dois
desembargadores federais e um ministro do Superior Tribunal de Justiça. O
relatório da denominada Operação Diamante, iniciada em 1999, aponta ligações de
Mendonça com a guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia),
para fornecimento ao eixo Rio-São Paulo.
Fonte: Site da
Folha de São Paulo - www.folha.com.br - 15/01/2003
DOSSIÊ
ITURAMA:
ANDERSON ADAUTO - PL/MG Ministro dos Transportes
AELTON JOSÉ DE FREITAS - PL/MG Senador
O ministro dos Transportes, Anderson Adauto, e o senador Aelton
José de Freitas são acusados de provocar um rombo de mais de R$ 4 milhões numa
pequena prefeitura de Minas, utilizando empresas fantasmas, falsificações e
laranjas. uma CPI na Câmara Municipal da pequena cidade de Iturama (Minas
Gerais) acusa o hoje ministro dos Transportes, Anderson Adauto, de ceder
escritório para empresas que participaram das irregularidades. Um denso
relatório revela que mais de R$ 4 milhões da prefeitura foram desviados através
de uma intricada rede de negócios ilegais envolvendo fornecedores do município
nos últimos seis meses de 1996, final da gestão do então prefeito e atual
senador Aelton José de Freitas. O dossiê é minucioso e está recheado com mais de
uma centena de cópias de cheques da prefeitura, notas fiscais falsas, pelo menos
32 empresas fantasmas e vários laranjas.
No centro deste calhamaço explosivo, com mais de 5.000 páginas e
23 robustos volumes, além do senador Aelton José de Freitas, está, o deputado
federal e atual ministro dos Transportes, Anderson Adauto. “As investigações
levadas a efeito comprovaram enorme volume de práticas criminosas, desvio de
dinheiro público em benefício próprio e de terceiros, falsificações grosseiras,
uso de documentos particulares e públicos falsificados, defraudações com
malversação do dinheiro público, bem como formação de quadrilha”, acusa o
relatório final da CPI de Iturama.
Fonte: Revista Istoé - 15/01/2003
JUSTIÇA FEDERAL BLOQUEIA BENZ DE 10 EM
RONDÔNIA:
HERALDO FRÓES RAMOS
PEDRO PEREIRA DE OLIVEIRA
ROSA MARIA NASCIMENTO SILVA
JOÃO OTÁVIO BARBOSA PINTO
ELISETE VITÓRIA KASMIRSKI RONCHETTI
ANA ROSA DEMÉTRIO TORRES
ACCIOLY JOSÉ DA SILVA
ANTÔNIO ADAMOR GURGEL DO AMARAL Três acusados são
ex-presidentes do TRT. A ação civil foi aberta com base em investigação do
Ministério Público Federal, que acabou identificando superfaturamento de R$
19,57 milhões nas obras de construção do prédio do TRT. Auditoria do Tribunal de
Contas da União indicou que o rombo chegou a R$ 30,1 milhões, em valores de
agosto de 1999. Foi decretado embargo do patrimônio de três ex-presidentes da
corte, juízes Heraldo Fróes Ramos (1991-1992), Pedro Pereira de Oliveira
(1993-1994) e Rosa Maria Nascimento Silva (1995-1996), acusados de improbidade.
Foram firmados 11 termos aditivos contratuais, a maior parte relacionada a
alterações orçamentárias. Segundo a Procuradoria, com o sobrepreço "dava para
construir outro TRT". O engenheiro da obra, João Otávio Barbosa Pinto, assim
como os integrantes da Comissão de Licitação (Elisete Vitória Kasmirski
Ronchetti, Ana Rosa Demétrio Torres e Accioly José da Silva) e os três
sócios-gerentes da Cota - Construtora da Amazônia S.A., são réus na ação. Um dos
sócios, Antônio Adamor Gurgel do Amaral, era juiz classista do próprio TRT na
época da concorrência. Para o juiz federal, "de há muito a Lei 8.429/92 (Lei da
Improbidade) tem incomodado determinados agentes políticos que, quando na
posição de réus por suposta infração aos comandos dessa lei, se vêem alvo de
perseguições políticas". A juíza Rosa Maria declarou que "não teme" a quebra do
sigilo. "Pode quebrar o que quiser e quantas vezes quiser, vivo nas condições do
meu salário", desafiou. Ela disse que, quando assumiu a presidência do TRT, em
1995, as obras estavam na fase de acabamento. "Autorizei liberação de verbas
exclusivamente com base no cronograma do engenheiro", garantiu. Os outros
citados não se manifestaram sobre a denúncia.
Fonte: Site do Estado de S. Paulo -
www.estado.com.br - 16/02/2003
MINISTRO DO STJ ENVOLVIDO EM VENDA DE
HABEAS-CORPUS:
VICENTE LEAL O Superior Tribunal de Justiça, numa
decisão inédita, afastou hoje o ministro Vicente Leal. E decidiu abrir processo
administrativo contra ele. Os ministros analisaram o relatório da comissão de
sindicância do tribunal, que concluiu que havia indícios de envolvimento do
ministro Vicente Leal com o suposto esquema de venda de habeas-corpus para a
quadrilha do traficante Leonardo Dias de Mendonça. Por 28 votos a dois, os
ministros decidiram abrir processo administrativo e, por 30 votos a 0, afastaram
Vicente Leal das funções. O ministro Vicente Leal negou envolvimento no caso.
Ele disse que não teve direito à defesa. O ministro afirmou ainda que está
tranqüilo e acredita que será inocentado.
Fonte: Jornal Nacional - Rede Globo -
02/04/2003
PREFEITO RICO, CIDADE POBRE:
JOÃO PEDRO FILHO A receita mensal de Guamaré (Rio Grande
do Norte), é quase seis vezes maior que a de Natal, a capital do estado. Por
aqui e a riqueza jorra sem parar. O município é um dos maiores produtores de
petróleo do país. São 2 milhões de reais por mês, entre royalties e impostos. O
difícil é encontrar na cidade, de 8 mil habitantes, obras que indiquem tamanho
investimento.
O hospital público funciona com apenas um médico. Não tem sequer
um aparelho de raio-x. Só atendimento básico.
"As cirurgias daqui são encaminhadas para Natal.", conta uma
enfermeira. Uma moradora diz que a população depende dos favores do prefeito: "O
hospital não tem remédio, traz todo mundo na coleira, para as pessoas pedirem na
porta dele um vidro de remédio. Como se ele estivesse nos fazendo um grande
favor." Há dois anos o Ministério Público pediu afastamento do prefeito João
Pedro Filho. "Se está se aplicando, nos diga onde está ainda esse dinheiro.",
disse o promotor. O Tribunal de Contas da União constatou que a prefeitura
pagava por obras não realizadas, sem licitação e superfaturadas. A adutora
custou quase o dobro do preço de mercado. Três reservatórios, pagos com dinheiro
público, foram construídos em propriedade do prefeito. João Pedro Filho, que
está no terceiro mandato, apesar da origem humilde e da pouca escolaridade, é
dono de várias casas, parque de vaquejada e mais de 40 fazendas, segundo o
Ministério Público - o que o tornou o maior criador de gado e o velhos da
região. O prefeito não quis comentar as denúncias.
Fonte: Jornal Nacional - Rede Globo -
09/05/2003
IRREGULARIDADES EM CANSANÇÃO:
JOSÉ ZITO GÓES - O município de Cansan&cceddil;ão (Bahia)
é um dos mais pobres do Nordeste. Contra a prefeitura da cidade, que fica no
sertão da Bahia, o Ministério Público ofereceu denúncias de estelionato e
improbidade administrativa. Um extrato bancário mostra que o dinheiro liberado
pelo Governo Federal para o ensino fundamental foi usado para pagamento de
despesas pessoais do prefeito, José Zito Góes. A pedido dele, o cheque de R$ 135
mil foi depositado na conta de um comerciante. “No outro dia disse: paga a
fulano, sicrano, paga um carro que eu comprei",contou o comerciante. A folha de
pagamento mostra que a prefeitura vinha gastando quase R$ 50 mil por mês com
salários de pessoas que nem sabem que são funcionários do município, nem
conhecem Cansanção. É o caso de um ferroviário aposentado que mora em outra
cidade. Nunca estudou, mal consegue assinar seu nome, mas aparece na lista como
professor. Num cofre, que desapareceu misteriosamente, estavam guardados R$
38.200. Dinheiro do pagamento de 1.500 crianças cadastradas no Peti - o programa
de erradicação do trabalho infantil do Governo Federal. A polícia abriu
inquérito, investigou e chegou a dois suspeitos: o motorista particular o
prefeito e o tesoureiro da prefeitura. Eles chegaram a ser presos, mas já estão
em liberdade. O tesoureiro, Evaldo Pereira dos Santos, diz que é inocente: "Eu
mesmo já carreguei tanto dinheiro, se quisesse levar era tão fácil de levar. Não
levei, não ia me complicar por 30 e poucos mil". Trinta e poucos mil que fazem
muita falta na zona rural de Cansanção. Uma senhora que tem dois filhos menores,
e tem direito a R$ 50 do Peti, passou dois meses sem receber o dinheiro. "Nós
passamos dificuldade. Era o dinheiro de comprar alimentos, passamos até fome.
Quando fui receber o dinheiro disseram que não iam fazer o pagamento porque
tinham roubado o cofre com o dinheiro", conta a dona de casa. O prefeito está
afastado do cargo por decisão da câmara municipal. Ele entrou com recurso no
tribunal de justiça e tenta voltar. Quando assumiu a prefeitura ele morava numa
casa modesta. Agora, está construindo uma mansão, numa área de 10.000m², cercada
com muro alto, guarita para os seguranças e circuito interno de TV. Procurado, o
prefeito afastado não quis dar entrevista.
Fonte: Jornal Nacional - Rede Globo -
13/05/2003
FORÇA TAREFA EM PORTO SEGURO:
JOSÉ UBALDINO ALVES JÚNIOR
ULDURICO ALVES PINTO
ESMERALICE ASSIS Já está em Porto Seguro, na Bahia, a
forca tarefa designada pelo presidente da República para investigar as denúncias
de corrupção na prefeitura. O prefeito, José Ubaldino Pinto Júnior, o secretário
de Saúde, Uldurico Alves Pinto, e a secretária de Educação, Esmeralice Assis,
montaram um esquema que pode ter desviado R$ 50 milhões dos cofres públicos.
A matéria apresentada no Fantástico, mostrava que um jornal foi
montado e a dona do jornal é uma mulher analfabeta. Ou seja, foram na casa dela
e pediram para ela assinar um documento que era pra arrumar emprego pra ela. Ela
assinou o documento e virou presidente do jornal, sem saber. Outra matéria diz
que o pãozinho de Porto Seguro é comprado de uma empresa em Salvador. Outras
empresas que foram montadas não existem. A entrevista foi na casa das pessoas e
não existem as empresas."
O prefeito José Ubaldino tirou licença de 30 dias, e os
secretários de Saúde e Educação pediram demissão.
Fonte: Fantástico - Rede Globo -
18/05/2003
VENDA DE HABEAS-CORPUS:
PEDRO AURÉLIO ROSA DE FARIAS
WILMAR BARRETO
MANOEL BARRETO É o Superior Tribunal de Justiça que vai
decidir se abre processo contra o desembargador Pedro Aurélio Rosa de Farias.
Também foram denunciados pelo Ministério Público o juiz Wilmar Barreto e o irmão
dele, o advogado Manoel Barreto, que já está preso. Num depoimento ao Tribunal
de Justiça, o traficante Alexandre Lima Silva confessou que pagou R$ 240 mil
para conseguir um habeas-corpus. Com autorização da justiça, a polícia de
Brasília gravou as conversas de Alexandre com o advogado, que teria assegurado
que o traficante seria solto. A principal prova contra o desembargador Pedro
Aurélio foi o depoimento do juiz que mandou prender o traficante. Na sindicância
aberta pelo Tribunal de Justiça, o juiz disse que o desembargador ligou pedindo
para soltar o traficante. E, num segundo telefonema, teria insistido no pedido,
que foi negado pelo juiz. Duas semanas depois, o traficante foi solto: a ordem
foi do desembargador Pedro Aurélio. Segundo a denúncia, a Comissão de
Sindicância do Tribunal de Justiça do Distrito Federal concluiu que há indícios
de que ele cometeu dois crimes: tráfico de influência e corrupção passiva. O
Ministério Público também pediu a prisão do desembargador porque ele teria
ameaçado testemunhas. Depois das acusações, o desembargador Pedro Aurélio pediu
uma licença de 11 meses. O desembargador não quis gravar entrevista. Disse que é
vítima de uma campanha difamatória e que concedeu o habeas-corpus porque a
prisão do traficante teria sido ilegal. O juiz Wilmar Barreto não se manifestou
sobre as acusações.
Fonte: Jornal Nacional - Rede Globo -
27/05/2003
SEM PUDOR:
CLÓVIS SAHIONE Fiscais e auditores da Receita Federal
estão presos e respondem a processo por suposto envio de mais de US$ 30 milhões
ilegalmente para a Suíça. O juiz pediu para que os oito investigados assinassem
um documento. Por meio de um exame grafotécnico, o juiz quer fazer uma
comparação com as assinaturas das aberturas de contas no banco suíço. Nas
imagens (filmadas), é possível ver o fiscal Carlos Eduardo Pereira Ramos - que
está algemado - e o advogado dele conversando. Estão em frente ao juiz e falam
muito baixo. "Se você puder fazer uma letra diferente não tem problema nenhum,
você vai assinar aqui agora. Então, quando você fizer o ponto no "i" procura
fazer ponto borrachinha. O "t" você bota ao contrário. Tá certo meu filho? tá?",
disse o advogado Clóvis Sahione para seu cliente, Carlos Eduardo. O advogado
Sahione disse que deu a orientação porque o fiscal estava algemado: "Algemado a
algum tempo, olhou para mim e disse: 'estou insensível'. E chorando. Eu disse a
ele: então assina de qualquer maneira". O juiz explicou, no entanto, que durante
todo o tempo o advogado sabia que as algemas seriam retiradas para que o fiscal
pudesse assinar o documento. O Tribunal de Ética da Ordem dos Advogados do
Brasil informou que vai instaurar um processo disciplinar contra o advogado
Clóvis Sahione.
Fonte: Jornal Nacional - Rede Globo -
29/05/2003
PECHINCHA:
LUIZ OTÁVIO DE QUEIRÓZ FRAZ
DEUSAMAR ALVES BEZERRA A Ilha do
Santo, em Araguacema (Tocantins), um santuário ecológico e um dos roteiros mais
procurados do estado. Há dois anos e meio, este paraíso tem, legalmente, dois
donos. Dois juízes do estado foram escolhidos pelo governo do estado para
comprarem uma ilha toda de 330 hectares por R$ 330; ou seja, os dois magistrados
compraram uma paradisíaca ilha pelo valor aproximado de R$ 1 o hectare, constata
um procurador de Justiça. O problema moral estaria estampado na escritura. Os
magistrados Luiz Otávio de Queiróz Fraz e Deusamar Alves Bezerra pagaram R$
330,81 pela área e gastaram com as custas judiciais R$ 33,08. A transação foi
rápida: no dia 4 de dezembro de 2000, o Instituto de Terras do Tocantins tombou
a área e, no dia seguinte, fez a transferência de titularidade para dos juízes.
"Em qualquer lugar é uma coisa indecente, principalmente se tratando de dois
magistrados cuja função não era de adquirir imóvel naquela situação", observa
uma procuradora de Justiça. A reação contra o negócio começou entre os 4 mil
habitantes de Araguacema. Os procuradores receberam um documento com 300
assinaturas denunciando a transação. Toda a economia local depende da ilha. "Uma
coisa que é de todo mundo, privatizar, ou seja, para dois particulares, coisa
que é nossa, que sempre fomos criados dentro, com toda a liberdade de ir lá,
passeal, fazer trilha, entendeu?", declara uma engenheira ambiental. O dono de
metade da ilha é o homem mais influente da cidade: Luiz Otávio de Queiróz Fraz
nasceu na região. É juiz de direito na capital, mas ganha uma gratificação para
tomar conta da comarca local. O sócio de Luiz Otávio, o juiz Deusamar disse,
que os dois tinham um projeto de exploração econômica da ilha.
'É um hotel fazenda, uma coisa nesse sentido, era essa a
proposta inicial que a gente tinha. O projeto dos dois juízes prevê a proibição
de barracas na praia, a construção de restaurantes e a cobrança de tarifa aos
barqueiros. Quem vive dos pequenos negócios, está preocupado. "A gente sabe que
tem gente que passa fome e só ganha o dinheirinho no mês de julho, que é o mês
da exploração da praia, que é poder pôr uma barraquinha para trabalhar", conta
uma dona de casa. As críticas irritaram tanto o juiz que ele apresentou
queixa-crime contra pessoas que fizeram o abaixo-assinado. O prefeito da cidade
apóia os juízes, a quem chama de "empresários". Mas a lei brasileira proíbe a
qualquer magistrado manter atividade empresarial.
"Nos termos que foram colocados pelos empresários, que
adquiriram a ilha, pelos proprietários que adquiriram a ilha para o manejo
sustentável, estou de acordo. A prefeitura assinou... O município vê como
investidor... Eu, na condição de prefeito, não posso fazer distinção de quem vem
investir no município", declara o prefeito de Araguacema, José Paulo Ribeiro
Filho.
Fonte: Fantástico - Rede Globo -
08/06/2003
ENVOLVIMENTO ARRISCADO:
JOÃO ARCANJO RIBEIRO
JOSÉ RIVA
HUMBERTO BOSAIPO A quebra do sigilo bancário do
comendador João Arcanjo Ribeiro, empresário de Mato Grosso, acusado de lavagem
de dinheiro, revelou que em quatro anos, deputados depositaram mais de sessenta
e cinco milhões de reais na conta dele. A quebra do sigilo bancário das empresas
do comendador revelou uma cifra milionária: 65,278 milhões de reais depositados
entre 1998 e 2003. O dinheiro saiu dos cofres da Assembléia Legislativa direto
para as contas das factorings do comendador, que por lei, só poderiam fazer
transações com pessoas jurídicas. Os cheques foram emitidos pelos deputados José
Riva e Humberto Bosaipo. Cópias dos relatórios do Banco Central agora vão ser
enviadas às procuradorias do Estado e da república. Os promotores vão tentar
descobrir por que o dinheiro público foi parar em contas particulares. Há
suspeita de apropriação indevida e lavagem de dinheiro. Não é o primeiro
indício. Ano passado notas promissórias dos deputados revelaram a relação deles
com João Arcanjo. O homem acusado de chefiar o crime organizado em Mato Grosso
está preso no Uruguai e aguarda extradição para o Brasil. O contrabando, o
tráfico e toda a rede criminosa controlados pelo comendador em Mato Grosso ainda
podem estar funcionando. No começo do mês a polícia fechou três bancas do jogo
do bicho que pertenciam a João Arcanjo em Barra do Garça, divisa com Goiás.
Fonte: Jornal da Globo - Rede Globo -
20/06/2003
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